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Presidente do Sport explica estudo conceitual para nova Ilha do Retiro

Projeto final para a reforma do estádio rubro-negro deverá ficar pronto em até 15 dias; obra é estimada em até R$ 200 milhões

O torcedor do Sport que está ansioso para ver o projeto final da Ilha do Retiro precisará segurar os ânimos um pouco mais. A JCL Arquitetos, escritório contratado pelo clube para fazer o desenho do estádio rubro-negro, apresentou na última semana um estudo conceitual com o perfil das principais arenas no mundo. E recebeu um feedback positivo do Leão, que agora aguarda o projeto finalizado em até 15 dias.

Até lá, é preciso concluir alguns detalhes. Nesta semana, levantamentos topográficos do terreno do complexo da Ilha do Retiro, também incluindo obviamente o do estádio, estão programados para chegar ao fim.

“Por exemplo, para os arquitetos fazerem o projeto, precisam saber qual a altura das arquibancadas, qual o centímetro entre um degrau e outro. Isso é um trabalho de um mês. Inclusive é um levantamento caríssimo. Mas já temos pronta a parte que mais interessa para dar sequência à confecção do projeto”, disse o presidente do clube, Yuri Romão.

De acordo com o mandatário, há duas semanas, houve uma reunião com o arquiteto Jerônimo da Cunha Lima, à frente do projeto, em que foram avançados detalhes “do ponto de vista conceitual”. Inclusive, o presidente rubro-negro aproveitou o ensejo para tratar imagens do projeto já divulgadas como inverídicas.

“Aquelas imagens que estavam divulgando na internet era tudo fake porque ainda nem temos imagem. Eu como presidente nem imagem tenho. Mas, do ponto de vista conceitual, foram apresentadas algumas arenas no mundo todo. Foi feito um levantamento muito interessante, mostrou-se como são feitas as cobertas desses estádios pelo mundo, como os degraus são feitos, em geral, mais íngremes; a da Ilha é mais deitada. Mas, as arenas, são mais verticais, e já demos um norte de como gostaríamos de ver esse projeto. Acredito que mais dez a quinze dias vamos ver um esboço de como ficará", disse Yuri Romão.

Quanto vai custar?

O presidente do Sport afirmou que o orçamento para a reforma que levaria a Ilha do Retiro a se tornar uma arena gira entre R$ 100 milhões e R$ 200 milhões. Bem aquém, por exemplo, do projeto da Arena Sport, que surgiu em meados de 2011, orçado à época em R$ 750 milhões com espaço para 45 mil pessoas. O plano foi abaixo após a empreiteira Engevix, parceira do clube, encerrar o contato. Em seguida empresa acabaria investigada na Lava-Jato em 2014.

O atual orçamento, inclusive necessário para que o Sport consiga fechar com um investidor financeiro para financiar as obras, dependerá do projeto que está em fase final de confecção. No início deste mês, o presidente do Sport foi a São Paulo ouvir investidores e voltou animado com o aceno positivo.

“Para fazer operações financeiras de grande montante, estou falando de R$ 100, R$ 150, R$ 200 milhões, o projeto não terminou, então não tenho um número fechado, vai depender muito do apetite do mercado. A gente vai ter um projeto completo, que ele pode ser faseado, ou feito de uma vez só", começou por explicar o mandatário do clube.

“Vamos supor, que se for de uma vez só, não temos esse número ainda, mas estimo que se fomos fazer tudo de uma vez é algo em torno de R$ 200 milhões, eu estimo, não há estudo ainda. ‘Ah, mas não vamos colocar a coberta agora’, então pode custar R$ 140 mi, R$ 150 mi. A reforma vai ser de acordo com aquilo que a gente conseguir colocar no projeto financeiro”, detalhou Romão.

A ideia inicial é que seja realizado na Ilha do Retiro, estádio inaugurado em 1937, um “retrofit” - termo utilizado na engenharia para a revitalização de construções antigas, com a modernização paralela à preservação da arquitetura original – ou de boa parte dela.

A finalidade é a mesma: proporcionar maior conforto e estrutura aos torcedores, além de ampliar a captação de receita do clube com o equipamento. Entre as obras necessárias na Ilha estão a troca de iluminação, a troca do gramado, com possível rebaixamento do solo, e mais acessibilidade nas arquibancadas atrás dos gols.

Para isso, o Sport ainda precisará receber o aval da Prefeitura do Recife, atendendo a novas solicitações do conselho de desenvolvimento urbano (CDU). Uma nova batalha burocrática pela frente - vale lembrar que em 2014, o clube conseguiu o aval da Prefeitura, antes do declínio com a Engevix.

À espera de avanços para uma obra maior, o Sport entregou em fevereiro passado a requalificação das cadeiras centrais do estádio, com a troca dos 5.400 assentos num investimento de aproximadamente R$ 5 milhões.

Jornalista, natural do Recife, é atualmente correspondente do portal Itatiaia Esporte na região Nordeste. Com mais de uma década de experiência no jornalismo esportivo, tem passagens pela Folha de Pernambuco, Diario de Pernambuco, Superesportes e NE45. Em Portugal, trabalhou por O Jogo e Sport Magazine.
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