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O que é a Passagem de Drake e por que ela é tão perigosa

Estreito entre a América do Sul e a Antártida reúne mares violentos e tem papel essencial no equilíbrio climático do planeta

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mar agitado ondas
Imagem ilustrativa • Freepik

Entre a ponta mais ao Sul da América do Sul e a Península Antártica está o Passagem de Drake, um dos trechos marítimos mais temidos do mundo. O local é conhecido por ondas gigantes, ventos extremos e tempestades que desafiam até os navegadores mais experientes. Segundo a National Geographic, já foram registradas ondas de mais de 20 metros e ventos capazes de virar grandes embarcações.

Importância para o clima

Sob as águas da Passagem de Drake passa a corrente circumpolar antártica, a maior do mundo. Ela conecta o Atlântico, o Pacífico e o Oceano Austral, transportando calor, nutrientes e carbono. Esse processo ajuda a retirar da atmosfera cerca de 600 milhões de toneladas de carbono por ano, o equivalente a 1 sexto do que os humanos emitem, tornando a região uma das mais eficazes do planeta no combate ao aquecimento global.

Segundo o jornal The New York Times, a abertura geológica do estreito, milhões de anos atrás, também isolou termicamente a Antártida, transformando-a no continente gelado que existe hoje.

Biodiversidade

A Passagem de Drake é essencial para o plancton, base da cadeia alimentar que sustenta animais como pinguins, focas e baleias. O oceanógrafo Alberto Naveira Garabato explicou que essa riqueza biológica é resultado direto da força das correntes.

Exploradores que atravessam o local relatam que, depois de enfrentar dias de mares revoltos e nevoeiros, o encontro com golfinhos, pinguins e baleias na chegada à Antártida é uma experiência única.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.