Dividir a conta ou pagar o próprio consumo? Saiba o que dizem os especialistas
Estudos mostram como diferentes formas de pagar em grupo influenciam o consumo e as dinâmicas sociais

Nos encontros e celebrações entre amigos ou famílias em bares ou restaurantes, uma situação é comum. Ao final da diversão, o garçom traz a conta e surge a dúvida clássica: "como vamos pagar?".
- Cada pessoa pagava o que consumia;
- A conta era dividida igualmente;
- Tudo era oferecido gratuitamente.
Os resultados foram expressivos: quem pagava pelo que consumia gastava, em média, 37 dólares. Já nos grupos que dividiam a conta, a média subia para 50 dólares por pessoa. E, quando a refeição era gratuita, o gasto disparava para 80 dólares por cabeça.
Os pesquisadores concluíram que "quando a pessoa sabe que pagará apenas o próprio consumo, tende a se controlar mais". Já na divisão igualitária, surge um pensamento estratégico: "se o valor será o mesmo para todos, vale pedir algo mais caro". Esse raciocínio coletivo eleva o custo total da refeição.
A explicação está na Teoria dos Jogos, ramo da matemática que analisa como as pessoas tomam decisões considerando as ações dos outros. O comportamento durante um jantar revela padrões que também se repetem na política, na economia e no cotidiano.
Portanto, saiba que aquele momento de decidir como dividir a conta é, na verdade, um pequeno experimento social. E caso alguém sugira dividir por igual, talvez valha a pena conferir se não pediu o prato mais caro do cardápio.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



