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Moraes determina busca e apreensão contra jornalista que publicou reportagens sobre Dino

Medida foi tomada após série de reportagens que apontam suposto uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Dino

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a realização de busca e apreensão na residência do jornalista maranhense Luis Pablo Conceição Almeida, conhecido como Luis Pablo.

A informação é da CNN Brasil. Segundo a reportagem, Moraes autorizou a apreensão de celulares e de computadores após a publicação de matérias em que o jornalista apontou suposto uso irregular de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) por familiares do ministro Flávio Dino, em São Luís (MA).

“Há indícios relevantes de que o representado incorreu na prática do crime previsto no artigo 147-A do Código Penal (crime de perseguição), sem prejuízo de outras condutas eventualmente relacionadas, a partir de publicações realizadas na internet e em redes sociais, atentando contra ministro do Supremo Tribunal Federal”, afirma a decisão.

Moraes também cita uma série de reportagens publicadas no blog do jornalista desde 20 de novembro. O primeiro texto da sequência foi intitulado “Carro pago pelo Tribunal de Justiça do Maranhão é entregue a Flávio Dino e usado por sua família em São Luís”.

Nas publicações, o jornalista afirma que um veículo oficial do TJ-MA estaria sendo utilizado por familiares do ministro para deslocamentos na cidade.

Na decisão, Moraes argumenta que o conteúdo indica que o autor das publicações pode ter utilizado algum mecanismo estatal para identificar veículos vinculados a autoridades, o que, segundo o ministro, poderia expor informações sensíveis relacionadas à segurança.

Segundo o magistrado, o material divulgado sugere “que o autor da publicação se valeu de algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos empregados, que permitiriam a exposição indevida relacionada à segurança de autoridades”.

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