Trocas de farpas e alfinetadas entre candidatos à Prefeitura de BH marcam o primeiro debate na TV,
Bruno Engler (PL), Carlos Viana (Podemos), Duda Salabert (PDT), Fuad Noman (PSD), Gabriel Azevedo (MDB), Mauro Tramonte (Republicanos) e Rogério Correia (PT)
Ausência de Bolsonaro e Lula
Bruno Engler e Rogério Correa foram questionados no bloco destinado a perguntas de jornalistas sobre a ausência de seus principais cabos eleitorais (respectivamente, Bolsonaro e Lula).
‘Pergunta lamentavelmente mentirosa. Eu chamei ele para minha convenção e ele não veio por uma questão de saúde (erisipela). Ele vai estar aqui na campanha, ele sabe da importância da nossa capital. Estamos aqui discutindo os problemas de Belo Horizonte. É importante o posicionamento político. Todo mundo sabe o lado que eu tenho, as pautas que eu defendo”.
Em resposta, Rogério Correia afirmou que o ex-presidente está prestes a ser preso.
‘Eu acho muito difícil que Bolsonaro venha em BH no futuro, pois ele está para ser preso. Fui da CPI que investigou a tentativa de golpe. Ele roubou joias e vai ser indiciado. Ele falsificou cartão de vacina e vai ser indiciado. Ele tentou um golpe para acabar com a democracia. Não vai demorar muito para que ele seja preso. O candidato (Engler) não precisa ficar nervoso, tome uma cloroquina, fique mais calmo. Talvez a cloroquina te salve de tanto nervosismo. Ele não fala do Bolsonaro porque está com vergonha. O Brasil inteiro tem vergonha de Bolsonaro”, afirmou o petista.
Críticas a Lula
Bruno Engler e Carlos Viana fizeram uma ‘dobradinha’ para criticar o presidente Lula (PT).
“O último metro de metrô que foi construído em BH foi no período Fernando Henrique Cardoso. O PT construiu metrô em Caracas, com o seu dinheiro”, afirmou Engler depois de Rogério apontar que Lula ajudou a construir o metrô da capital.
Segundo Engler, o dinheiro liberado recentemente para o metrô de BH se deu no governo Bolsonaro: “Não basta não fazer, tem que tentar atrapalhar”, disse Engler ao acusar que o PT tentou atrapalhar o processo de concessão do metrô de BH.
Parada LGBTQIAP+
Ligados a igrejas, Viana e Tramonte foram perguntados sobre políticas de diversidade e afirmaram que não vão acabar com a parada gay, mas desconversam e saíram rapidamente do tema. Viana chegou a afirmar que o Mercado Novo, na região central, pode funcionar como um centro de referência gastronômica para a população LGBT+.