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Renúncias fiscais entram na mira do governo em nova agenda de corte de gastos

Após reunião com o presidente, Haddad e ministros pontuaram que Lula teria ficado impressionado ao se deparar com aumento de subsídios, que bateram quase 6% do PIB

As renúncias fiscais e subsídios concedidos pelo governo a setores específicos da economia entraram na mira do governo, que tenta implementar uma agenda de cortes de gastos a partir do orçamento de 2025.

O indicativo foi dado pelos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), que se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na manhã desta segunda-feira (17) para discutir os próximos passos do governo com relação às despesas previstas para o próximo ano.

Segundo a ministra Tebet, Lula teria ficado “mal impressionado” com o aumento de subsídios no país, que no ano passado representaram R$ 519 bilhões e que são um ponto destacado pelo relatório produzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

“Esses números foram apresentados para o presidente. Ele ficou extremamente impressionado, mal impressionado com o aumento dos subsídios, que está batendo quase 6% do PIB do Brasil”, afirmou Tebet em pronunciamento à imprensa após a reunião com o presidente.

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Segundo o ministro Haddad, esse tipo de isenção compromete a capacidade do governo de atuar em áreas essenciais, e por isso foram citados na reunião em que se discutiu os cortes no orçamento.

Outra preocupação relatada pelos ministros foi o déficit da previdência, que também foi um ponto destacado pelo relatório do TCU, que foi detalhado ao presidente durante a reunião.

A ministra do Planejamento afirmou que, em uma nova reunião, a equipe econômica deve apresentar ao presidente Lula alternativas ao aumento dos subsídios e sugestões de cortes. Ainda não há data definida para o encontro.


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Repórter da Rádio Itatiaia em Brasília atuando na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas Gerais, já teve passagens como repórter e apresentador pela Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor do prêmio CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio.
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