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Engler nega crise do PL com Zema, mas não descarta votar contra governo mais uma vez

Parte da bancada do PL votou contra orientação do governo estadual no reajuste dos servidores; novo embate está previsto em projetos sobre reforma dos institutos de Previdência

Após votar contra orientação do governo nas emendas ao projeto que previa reajuste no salário do funcionalismo público, o deputado estadual Bruno Engler (PL) afirma que a situação foi “pontual” e nega crise entre parte da bancada de seu partido com o governador Romeu Zema (Novo). Engler integra o grupo de seis parlamentares do PL que votou favorável ao reajuste de10,67% para o funcionalismo público, contra os 4,62% propostos pela gestão Zema.

“Entendo que não há que se falar em crise. Nós, do PL, sempre tivemos relacionamento positivo com o governo só que muitos, como eu, tem essa identificação com a segurança pública. Boa parte [da bancada] é oriunda das forças de segurança pública. Então, é uma situação que não tem como votar com o governo. O governo apresentou uma proposta com o ponto de vista do caixa do Estado, mas nós também recebemos o ponto de vista dos servidores. É uma divergência pontual, não é um gesto de embate, de adversalidade”, explica.

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Após a batalha aprovar o reajuste de 4,62% que demorou quase um mês, agora a gestão Zema terá um novo desafio pela frente ao tentar aprovar outros dois projetos de lei: um que aumenta a alíquota de contribuição do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipsemg) e, outro, do Instituto de Previdência dos Servidores Militares (IPSM). As propostas tramitam na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Na semana passada, o PL do Ipsemg foi retirado da pauta após um pedido do deputado Sargento Rodrigues, também do PL. Em entrevista à Itatiaia, Rodrigues disse que o projeto irá penalizar, mais uma vez, os servidores públicos do estado.

Conforme o texto, a contribuição mensal dos servidores ativos e inativos (aposentados e pensionistas) permanece com a alíquota de 3,2%, no entanto, haverá reajuste no piso e teto das contribuições.

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O patamar mínimo passa dos atuais R$ 33,02 para R$ 60, enquanto o teto, de R$ 275,15 para R$ 500. O Ipsemg garante direito a assistência médica, hospitalar, farmacêutica e odontológica aos beneficiários na rede credenciada ao Instituto.

Questionado pela Itatiaia sobre como irá votar no caso do Ipsemg, o deputado Bruno Engler afirmou que o tema ainda precisa ser estudado, mas não descartou a possibilidade de votar mais uma vez contra o governo.

“Isso tudo tem que ser estudado com muita cautela, mas o governo apresenta projetos que vão ser danosos, não tem como colocar de outra forma, para esses servidores. No meu entender, para que o projeto tenha um entendimento na Casa, o governo precisa apresentar contrapartidas, benefícios para esses servidores, de maneira a compensar esses projetos. Ainda estão em fase bastante inicial, acho que isso ainda será discutido”

Há possibilidade que este projeto volte à pauta em reunião da CCJ desta terça-feira (18). A oposição afirma que o projeto irá causar prejuízos ao funcionalismo público e garantiu que vai brigar para que o texto não avance no formato em que foi construído.


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Repórter de política na Rádio Itatiaia. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. No Grupo Bandeirantes, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na BandNews FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do BandNews TV. Vencedor de 8 prêmios de jornalismo. Já foi eleito pelo Portal dos Jornalistas um dos 50 profissionais mais premiados do Brasil.
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