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Após três dias foragido, Eurípedes, presidente do Solidariedade, se entrega à PF

Investigação aponta que dinheiro foi desviado do fundo eleitoral e bancou helicóptero e compras pessoais do político

O presidente do Solidariedade, Eurípedes Gomes Júnior, se entregou à Polícia Federal (PF) em Brasília na manhã deste sábado (15). Ele estava foragido há três dias. Segundo a PF, o político vai ficar sob custódia até liberação para ingresso no sistema penitenciário. A informação foi dada pela CNN e confirmada pela Itatiaia.

A corporação realiza operação que apura desvios de recursos dos fundos partidário e eleitoral durante a campanha de 2022. Eurípedes – que também foi dirigente do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), – é um dos alvos de mandado de prisão preventiva; dos sete que foram expedidos.

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Em Brasília, quatro ex-candidatos a deputados distritais pelo Pros também são alvos de buscas. A PF aponta que as candidaturas foram laranja, para recebimento de dinheiro do fundo partidário. Segundo a investigação da PF, em apenas uma candidatura laranja houve um repasse de R$ 2 milhões. Em outra, R$ 1,5 milhão.

O total de desvio atribuído ao presidente da legenda é de R$ 36 milhões, mas os investigadores dizem que o número pode ser ainda maior. As fraudes antigas, segundo a PF, aconteceram entre 2019 até o ano passado.

Compra de helicóptero

A Polícia Federal aponta, ainda, que Eurípedes Júnior comprou um helicóptero para si com dinheiro público, desviado do fundo eleitoral. Em 2015, a aeronave foi comprada por R$ 2,4 milhões, cerca de R$ 5 milhões em valores atuais .

O helicóptero é um Robinson R66 Turbine, e, assim como imóveis e outros veículos, faz parte de uma série de aquisições irregulares do partido durante a gestão de Eurípedes Júnior, segundo apurações da Polícia Federal.

As investigações apontam que ele usava o helicóptero para fins pessoais em deslocamentos de Planaltina (GO), onde tem residência, até a sede do partido, em Brasília.

A PF também diz que o político desviou maquinários de obras particulares. Por conta desses casos, ele é investigado por organização criminosa, lavagem de dinheiro, furto e os demais relacionados a crimes eleitorais.

A defesa de Eurípedes afirmou, em nota, que será provada perante a Justiça “a insubsistência dos motivos” para prisão e a “total inocência” do dirigente partidário.

(Com Agências)


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