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Pacheco vai discutir nova proposta de compensação com Lula e Haddad

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), aguarda o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir as propostas de compensação para manter a desoneração da folha de pagamentos

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quinta-feira (13) que irá buscar uma convergência com o governo federal para construir um consenso sobre as formas de compensação para as perdas de arrecadação da União com a continuidade, neste ano, da desoneração da folha de pagamentos para empresas de 17 setores da economia e as prefeituras.

Pacheco aguarda o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar das propostas de compensação. Lula cumpre uma série de compromissos internacionais, na Itália, nesta sexta-feira (14).

Durante a reunião de líderes do Senado, nesta quinta-feira (13), foram apresentadas, ao menos, seis propostas para compensar a queda de arrecadação federal, que pelas contas do governo federal pode chegar a R$ 29 bilhões. O Senado estima que a renúncia seja de no máximo R$ 17 bilhões.

Pacheco citou a possibilidade da criação de um programa de refinanciamento para o pagamento de multas impostas por agências reguladoras, além de programas de atualização de ativos financeiros no Imposto de Renda. Também foi discutida a possibilidade de utilizar recursos oriundos da taxação de 20% sobre as compras internacionais de até US$ 50.

Pacheco afirmou que chegar a um consenso sobre as formas de compensação é o maior desafio atual do Poder Legislativo. “Esse é o maior desafio que tem o Executivo e o Legislativo, neste momento. Digo até mais o Legislativo do que o Executivo porque a desoneração foi concebida por nós (Legislativo) contra a vontade, num primeiro momento, do Executivo. Então, realmente, essa é uma missão que me cabe cuidar para arrumar fontes de compensação da desoneração para manter ela viva. Esse é o trabalho que nós temos que fazer agora constante, de muita convergência e menos conflito”, destacou.

Pacheco pretende levar as propostas de compensação para discutir com o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A ideia é discutir a viabilidade de cada uma das iniciativas e também tratar de medidas para “cortar gastos desnecessários”. “Quero levar todo esse cardápio de ideias ao presidente Lula e ao ministro Fernando Haddad para que a gente possa ter um equacionamento, não apenas o problema da desoneração da folha de pagamentos, mas de propiciar ao Estado Brasileiro leis modernas de diversos setores”, destacou Pacheco.

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A nova proposta de desoneração será apresentada ao Congresso Nacional em forma de projeto de lei, que terá como relator o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).


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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.
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