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Caso Marielle: PF diz que Domingos Brazão tinha um HD com informações sobre delações premiadas contra ele

Relatório da Polícia Federal diz que ex-deputado e conselheiro do TCE tinha arquivo com informações sigilosas sobre delações premiadas

O ex-deputado e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro, Domingos Brazão tinha em sua casa um hard drive (HD) externo com informações sigilosas de delações premiadas contra ele. A informação está no relatório complementar da Polícia Federal (PF) que foi enviado nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Brazão está preso desde março e foi apontado pela PF como suspeito de ser um dos mandantes da morte da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

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Segundo a PF, Brazão mantinha no HD de um terabyte os termos de declaração das delações do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Jonas Lopes de Carvalho Júnior, e de seu filho, Jonas Lopes de Carvalho Neto.

Os dois implicaram Brazão em um suposto esquema de corrupção que levou Brazão à prisão em 2017, em desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

Segundo os investigadores, “as estreitas relações dos réus com empresários e integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo tinham por finalidade perpetuar um esquema de corrupção institucionalizado no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro por anos, com a participação de quase todos os integrantes da Corte”.

A PF também destaca que houve ameaças de Brazão a possíveis colaboradores naquele episódio, segundo relato do próprio conselheiro do tribunal.

O HD foi apreendido em março, durante a operação que prendeu Domingos Brazão preventivamente. Neste mês, ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Defesa cita ‘ausência de elementos’

Procurada, a defesa de Domingos Brazão disse que o novo relatório da PF não traz elementos que sustentem as acusações.

“Acerca do novo relatório apresentado pela Polícia Federal no âmbito do procedimento que apura o homicídio da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, seu conteúdo afasta-se do objeto das investigações e reforça, mais uma vez, a ausência de elementos que sustentem a hipótese acusatória”, informou.

(Com agências)

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
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