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Vereadores decidem manter mandato de prefeito preso no interior de Minas

Sem o número suficientes de votos para o afastamento, Nelson Alves Lara manteve o posto; caso aconteceu em Guapé

A Câmara Municipal de Guapé, no Sul de Minas Gerais, decidiu não cassar o mandato do prefeito da cidade, Nelson Alves Lara (sem partido). Ele está preso desde fevereiro, quando foi detido em uma operação do Ministério Público de Minas (MPMG). A sessão que julgou a denúncia contra o chefe do Executivo municipal aconteceu nessa quarta-feira (22).

Nelson é acusado de corrupção. Segundo o MPMG, a operação que teve ele como um dos alvos foi montada para apurar o possível cometimento de crimes como corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e entrega de veículo automotor a pessoa não habilitada.

“Muito embora a denúncia tenha recebido 5 votos favoráveis, a legislação exige para a cassação o voto favorável de dois terços dos vereadores, como isso não ocorreu, o presidente proclamou o resultado que considerou improcedente a denúncia, mantendo o mandato do prefeito municipal”, informou a Câmara de Guapé, em nota.

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Além dos cinco votos favoráveis à perda do mandato, citados pelo Legislativo local, quatro parlamentares votaram pela improcedência da denúncia.

Por causa da denúncia do MPMG, Nelson Alves Lara foi expulso do PCdoB, partido que o abrigava


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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
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