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Reajuste de 3,62% a servidores avança na Assembleia de Minas em meio a protestos da segurança

Proposta foi aprovada na Comissão de Administração Pública e, agora, passará por mais um colegiado antes do primeiro turno em plenário.

A Comissão de Administração Pública (APU) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, nesta quarta-feira (22), o reajuste salarial de 3,62% proposto pelo governador Romeu Zema (Novo) aos servidores públicos do estado. Do lado de fora da sala que sediou a reunião do comitê, houve protestos dos servidores da segurança pública, que reivindicam índice maior de recomposição remuneratória.

O texto, agora, será analisado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO). Depois, poderá ser votado em primeiro turno em plenário.

O aumento oferecido pela equipe do governador Romeu Zema é um ponto percentual inferior à inflação oficial do ano passado, que fechou em 4,62%. O chefe do Executivo estadual chegou a ser chamado de “caloteiro” pelos integrantes da segurança pública presentes à sede da ALMG, em Belo Horizonte.

Nessa terça-feira (21) o relator do projeto de reajuste na Comissão de Administração Pública, Roberto Andrade (PRD), tornou público um parecer favorável à proposta do governo. Ele, porém, deu prazo aos colegas para a análise do documento. Por isso, a votação no comitê ficou para esta quarta.

O deputado Sargento Rodrigues (PL), que durante a análise do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) propôs emenda para ampliar, a 10,67%, a recomposição dos vencimentos dos militares, lançou mão de outra estratégia nesta quarta. Ele pediu o retorno do projeto ao governo, para uma espécie de reanálise do índice de 3,62%. A sugestão foi barrada.

“Vocês devem trabalhar conforme o reconhecimento – e o reconhecimento é 3,62%”, protestou, em direção aos oficiais presentes à sessão.

Uma emenda, apresentada pela oposição, autorizava o aumento, em mais de 33%, dos salários dos profissionais da educação. O mecanismo foi rejeitado.

Defesa de Zema aos 3,62%

Nessa terça-feira, em entrevista à Itatiaia em Brasília (DF), Zema afirmou que o percentual oferecido é o que está dentro da capacidade financeira do poder público.

Eu gostaria de dar um reajuste de 20%, de 30%, sei que tanto o pessoal da segurança, da educação e de outras áreas trabalham duro e merecem. Mas não serei irresponsável, como já tivemos casos no passado, de se dar o reajuste e depois não ter o recurso para levar adiante as políticas públicas. Você ficar sem medicamento, pessoas falecerem?”, falou.

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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
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