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Pacheco diz que ‘ampla maioria’ no Senado defende o fim da reeleição

Presidente do Senado questionou se instituto da reeleição foi positivo ou negativo para o país e disse que Parlamento deve avaliar o tema

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD), afirmou que a maioria dos senadores é favorável ao fim da reeleição e que o tema deve ser discutido com foco no futuro do Brasil.

“O instituto da reeleição foi positivo, foi proveitoso, foi bom para o Brasil? As respostas que ouço quando faço essa indagação, na maioria das vezes, em ambientes mais amplos, é que não, que a reeleição não fez bem ao Brasil. Pensando o país para o futuro, vencidos os direitos adquiridos e a normalidade, o instituto da reeleição foi algo positivo ou não? É esse debate que nós faremos. E já adianto, no âmbito do Senado Federal, há uma ampla maioria favorável ao fim da reeleição”, afirmou Pacheco após evento em São Paulo na segunda-feira (21).

Um projeto em discussão no Senado prevê o fim da reeleição de governadores, prefeitos e presidente da República e aumenta o tempo do mandato nos Executivos para cinco anos. O projeto

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Em março, durante uma audiência no Senado, o relator do projeto Marcelo Castro (MDB-PI) explicou que as mudanças seriam feitas com um período de transição, sendo efetivadas para as eleições de 2028 e 2030.

Eleição em MG

O senador Rodrigo Pacheco foi questionado também sobre seus planos futuros, uma vez que afirmou a interlocutores que poderia deixar a vida pública em 2026, quando seu mandato como senador se encerra.

Pacheco não descartou disputar o governo de Minas na próxima eleição, mas ressaltou que seu mandato à frente do Senado é motivo de “realização” e que ele “tem desprendimento ao poder”.

“Quem está na política de Minas Gerais e diz que não tem vontade de ser governador, está mentindo. Então, obviamente, deputado estadual, deputado federal, senador, todo mundo que está na política em um estado de grandes tradições, que deu ao Brasil tantos homens públicos relevantes, como Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, sonha em dirigir o estado. Mas, obviamente, essa é uma definição que, no momento certo, da sociedade e das lideranças partidárias. Da minha parte, eu tenho muito desprendimento ao poder e a cargos públicos e, depois de ser presidente do Senado Federal, no auge do Senado em seus 200 anos, é para mim motivo de muita realização”, afirmou o senador mineiro.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
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