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Marina: governo desenha plano de enfrentamento às consequências dos riscos climáticos extremos

Proposta, que é inédita, segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, quer simplificar e reforçar sistemas de alertas para municípios que estão em ‘UTI climática’

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse, em entrevista à Itatiaia, que o governo federal desenha um plano de enfrentamento às consequências dos riscos climáticos extremos. O projeto, que ainda será apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quer promover adaptações e melhorias em sistemas de alerta para cidades que podem ser afetadas por calamidades climáticas, como vem sendo registrado no Rio Grande do Sul.

Marina Silva cita um levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) que aponta que cerca de 1,9 mil cidades brasileiras registram, de forma recorrentes, eventos climáticos extremos. Essas cidades, de acordo com a ministra, estão em uma situação de “UTI climática”.

“Não vamos esquecer que, no ano passado, em fevereiro, tivemos em São Sebastião (SP) uma precipitação de 400 milímetros, algo fora da curva, além da normalidade. Tivemos isso também no Recife, sul da Bahia, na Amazônia. Tivemos várias situações de precipitações”, disse a ministra, completando:

“[O caos climático] Tinha que ser evitado há 40 anos, quando a convenção, a Rio 92, estabeleceu que eram precisas medidas urgentes de reduzir desmatamento. (...) Estamos em uma situação de UTI. É agir no gerenciamento do desastre, tentando ser o mais cuidadoso possível.”

O plano brasileiro de enfrentamento às consequências dos riscos climáticos extremos é uma iniciativa inédita, segundo Marina Silva. A ideia é simplificar alertas.

“O trabalho que estou fazendo, que é inédito, sem nenhum similar, é poder trabalhar em um esforço de médio e longo prazo para adaptar e melhorar essas cidades que estão na UTI. É um plano de enfrentamento às consequências dos riscos climáticos extremos. Vamos ter que preparar as cidades, criar sistemas de alerta. As prefeituras têm que ter a Defesa Civil. Os meios de comunicação têm que colaborar cada vez mais para ajudar no aviso das pessoas. Criar sistemas simplificados.”

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista de política da Itatiaia e podcaster no “Abrindo o Jogo”. Mestre em ciência política pela UFMG e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México). Na Itatiaia desde 2006, já foi apresentadora e registra no currículo grandes coberturas nacionais, internacionais e exclusivas com autoridades, incluindo vários presidentes da República. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil.
É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.
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