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Análise sobre veto de Lula à lei das saidinhas é adiada após acordo entre governo e oposição

Veto de Lula à lei que põe fim às saidinhas e veto de Bolsonaro a trecho da Lei de Segurança Nacional serão adiados para sessão em 28 de maio

Cerca de duas horas após o início da sessão do Congresso Nacional desta quinta-feira (9), oposição e aliados do Palácio do Planalto chegaram a um acordo pelo adiamento da análise de dois vetos presidenciais polêmicos.

O primeiro é de autoria do à época presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele vetou a proposta do Legislativo que revogava a Lei de Segurança Nacional e tipificava crimes contra o Estado Democrático de Direito. A oposição liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) não queria a votação deste veto nesta sessão pela perspectiva de que ele seria derrubado.

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O segundo veto adiado por acordo se refere à posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, em abril, rejeitou o projeto de lei que acabava com a saída temporária de presos do regime semiaberto. A oposição se articulou para derrubar este veto na sessão desta quinta-feira. Entretanto, a base aliada ao Palácio do Planalto conseguiu o adiamento dessa discussão como moeda de troca — a oposição cedeu em relação às saidinhas, e o governo cedeu quanto à Lei de Segurança Nacional.

A partir do acordo, os dois vetos serão discutidos apenas em uma sessão em 28 de maio, véspera de feriado de Corpus Christi. A negociação entre os adversários foi acatada pelo presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).


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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.
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