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‘Israel vai obedecer ONU sobre fim dos bombardeios em Gaza?’, diz ministro de Lula sobre ataque do Irã

Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, fez dois comentários sobre lançamento de drones e mísseis por parte de Teerã nesse sábado (13)

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira (PT-SP), lembrou do conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas ao comentar, neste domingo (14), o lançamento de drones por parte do Irã em direção ao território israelense. Segundo Teixeira, o pedido de Tel Aviv pela entrada da Organização das Nações Unidas (ONU), deveria ser acompanhado de cessar-fogo na Faixa de Gaza.

“Israel pede interseção da ONU frente aos ataques do Irã. A pergunta que não quer calar: Israel vai obedecer as decisões da ONU que determinaram o fim dos bombardeios em Gaza?”, escreveu o ministro, na rede social “X”, anteriormente chamada de Twitter.

Mais de 200 drones e mísseis foram lançados por Teerã rumo a Israel nesse sábado (13). O movimento foi uma resposta a um bombardeio ao consulado iraniano em Damasco, na Síria, ocorrido em 1º de abril. O ato foi atribuído às forças israelenses, que não confirmaram a autoria.

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O ataque em Damasco, aliás, já havia sido mencionado por Paulo Teixeira.

“Evidentemente, ao condenar o ataque do Irã a Israel condenamos igualmente o ataque de Israel à embaixada iraniana na Síria. O mundo precisa ajudar a evitar a presente escalada bélica no Oriente Médio”, pediu.

O pedido do ministro por ação da comunidade internacional está em consonância a comunicado divulgado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na nota, o Itamaraty demonstra preocupação com uma eventual escalada de tensão na região.

“Desde o início do conflito em curso na Faixa de Gaza, o governo brasileiro vem alertando sobre o potencial destrutivo do alastramento das hostilidades à Cisjordânia e para outros países, como Líbano, Síria, Iêmen e, agora, o Irã", apontou o Ministério das Relações Exteriores.

Reunião da ONU à vista

Neste domingo, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve se reunir para tratar do embate entre iranianos e israelenses.

O Irã afirmou se sentir “vingado” do ataque à representação diplomática na Síria, mas fez novas ameaças ao país vizinho.

O embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, pediu ao Conselho de Segurança que “aja para designar como organização terrorista” a Guarda Revolucionária, exército ideológico iraniano.


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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
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