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Nikolas Ferreira explica voto contrário à manutenção da prisão de Chiquinho Brazão; saiba motivo

Deputado federal de Minas foi um dos 129 parlamentares que se manifestaram contra decisão do STF

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se ampara na Constituição Federal para justificar o voto contrário à manutenção da prisão do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ). O parlamentar está detido por suspeita de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ).

Segundo Nikolas, se manifestar favoravelmente à detenção de Brazão, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), seria violar o artigo da Constituição que estabelece regras para as prisões de parlamentares.

“A Constituição Federal deixa bem claro que um deputado só pode ser preso em flagrante delito. Os que me exigem a defesa da Constituição, quando eu defendo a Constituição, reclamam. Ou seja: era para eu ter feito o quê? Descumprir a Constituição? Jurei defender a Constituição e o que ela diz. Ou seja: não há prisão (de parlamentar) a não ser em caso de crime em flagrante delito”, disse, nessa sexta-feira (11), em Belo Horizonte.

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Em que pese o voto, Nikolas afirmou que vai reivindicar a perda do mandato de Brazão.

“Entramos com um pedido de cassação no Conselho de Ética. Obviamente, votarei para que ele seja cassado. Continuo mantendo meu posicionamento: vagabundo tem de estar na cadeia”, completou.

Ainda de acordo com o aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), um voto favorável à manutenção da prisão de Brazão poderia validar o que chamou de “arapuca”

“O que vimos, principalmente a direita, alvo deste governo, é uma arapuca absurda. Até mesmo porque amanhã posso ser condenado por crime de fake news ou crime de homofobia, e serei incoerente quanto ao pedido de voto, já que não defendi a Constituição anteriormente”.

Entenda

Duzentos e setenta e sete deputados federais votaram pela manutenção da prisão de Chiquinho Brazão. Outros 129 parlamentares se manifestaram contrariamente. Foram registradas, ainda, 28 abstenções.

Além do deputado federal, o irmão dele, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), também é apontado como mandante da morte de Marielle. O delegado Rivaldo Barbosa, chefe da Polícia Civil à época do crime, foi outro a ser preso, acusado de obstruir as investigações.


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Repórter de política na Rádio Itatiaia. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. Em Belo Horizonte, teve passagens pelas rádios Alvorada, BandNews FM e CBN. No Grupo Bandeirantes de Comunicação, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na BandNews FM BH. Cobriu as tragédias ambientais da Samarco, em Mariana, e da Vale, em Brumadinho. Vencedor de 8 prêmios de jornalismo. Em 2023, venceu o Prêmio Nacional de Jornalismo CNT.
Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
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