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Governo apoia projeto que pune rixas de torcidas, mas nega omissão no combate à violência

Secretário nacional de Futebol e Defesa do Torcedor, Athirson Mazzoli diz que toda proposta que coíba a violência em estádios deve ser incentivada. PL está pronto para análise na CCJ do Senado

O Projeto de Lei 469/2022, que cria o crime de rixa para punir envolvidos em brigas de torcida, tem apoio do governo federal. Esse é o comprometimento do secretário nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Athirson Mazzoli, dado em entrevista à Itatiaia. O PL deve ser analisado com celeridade, conforme pedido do presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

A proposta é de autoria do senador Alexandre Silveira (PSD-MG), atual ministro de Minas e Energia, idealizada em parceria com o deputado estadual mineiro João Vítor Xavier (Cidadania). Ela aumenta a pena de dois para quatro anos de reclusão, mais multa, em caso de atos violentos por briga de torcida.

Ainda segundo a proposta, caso ocorra morte ou lesão corporal de natureza grave, a pena aumenta para quatro a oito anos de prisão. A penalidade é aumentada de um a dois terços se as agressões forem contra agentes responsáveis pela segurança. O projeto também determina que o juiz poderá definir que o indiciado ou acusado permaneça em casa, ou em local indicado pelo magistrado, em dias de competições esportivas durante a investigação policial, ou durante o processo judicial.

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Segundo ele, toda proposta que coíba a violência em estádios deve ser incentivada. “A gente apoia sim. Sabemos que é importantíssimo combater, punir. Acredito que se a gente conseguir punir e depois também ter essas campanhas dentro do próprio estado, dentro da própria escola, com cada vez mais nos jovens, podemos fazer com que essas pessoas entendam cada vez mais que isso não é uma forma de você torcer. A agressão não é torcer. A paixão não pode passar para a violência”, afirmou o secretário, que foi ídolo de Cruzeiro e Flamengo.

Nega omissão
Questionado sobre se o poder público tem sido omisso no combate à violência no futebol, Athirson nega e afirma que os resultados vêm sendo conquistados. “Devido à quantidade de violência que vem acontecendo no nosso país, que a gente vê cada vez mais, aos pouquinhos, tem tido ação, tem tido realmente essa preocupação. Eu sei que as coisas, agora olhando por outro lado, não são tão fáceis. Para chegar a um determinado resultado final, demora-se um pouco. A gente gostaria que tudo fosse muito mais rápido, até pelo fato de a gente ter vivido isso. Então, sabemos que é importante cada vez mais a gente conseguir fazer com que a coisa encaminhe para o lado certo. Se esse lado certo é punir pelo que está errado, a gente tem que correr atrás para apoiar isso o quanto antes.”

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista de política da Itatiaia e podcaster no “Abrindo o Jogo”. Mestre em ciência política pela UFMG e também diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México). Na Itatiaia desde 2006, já foi apresentadora e registra no currículo grandes coberturas nacionais, internacionais e exclusivas com autoridades, incluindo vários presidentes da República. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil.
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