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Protesto das forças de segurança de Minas fecha a Afonso Pena nos dois sentidos, em BH

Policiais reivindicam recomposição salarial conforme perdas inflacionárias acumuladas desde 2015

Um protesto de trabalhadores das forças de segurança pública de Minas Gerais interditou, nos dois sentidos, a avenida Afonso Pena, no centro de Belo Horizonte, nesta quinta-feira (22). Eles reivindicam recomposição salarial.

A concentração da manifestação foi na Praça Sete. Os policiais reivindicam a recomposição de 41% em seus salários. Lideranças das categorias ligadas às forças de segurança afirmam que o índice é justificado pelas perdas inflacionárias sofridas desde 2015.

Os manifestantes caminham em direção à Praça da Assembleia, na Região Centro-Sul.

Em entrevista à Itatiaia, o investigador Breno Paulo, que ocupa o cargo de diretor de mobilização do Sindicato da Polícia Civil de MG (Sindipol/MG) explica que a manifestação reúne representantes das Polícias Civil, Militar, Penal, Socioeducativa e também dos bombeiros, todos em prol da recomposição das perdas inflacionárias.

“A manifestação é ordeira e pacífica, é uma forma de chamar a atenção da população e das autoridades para este assunto. Já temos novos atos programados para o futuro’, diz o investigador.

“Com certeza a primeira [reivindicação] é a recomposição das perdas inflacionárias que já ultrapassa 40%. Essa classe trabalha e leva a segurança nas costas, é o que impede a sociedade de virar um caos é o trabalho do policial na rua. E não essa lei fraca que nós temos, através do Código Penal, que é totalmente anacrônico. Então, o mínimo é essa valorização - que não é, sequer, um pedido de aumento, mas apenas uma recomposição salarial”, afirmou o deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL).

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Em 2022 e no ano passado, as forças de segurança chegaram a decretar regime de estrita legalidade para pressionar o governo a repor os vencimentos mensais. Em nota, o governo mineiro disse “reconhecer a importância” dos agentes policiais, mas afirmou que eventuais mudanças nos vencimentos dependem de garantias financeiras.

“O Governo de Minas reconhece a importância dos profissionais das Forças da Segurança e o seu indispensável serviço prestado à população mineira, considerado referência de trabalho em todo o país. A atual gestão mantém os canais de diálogo abertos com os representantes da categoria e busca compreender e atender suas demandas, dentro do que a lei permite e das possibilidades fiscais e estruturais do Estado. Embora deseje manter a recomposição salarial das perdas inflacionárias para o funcionalismo a cada exercício, essa definição depende, neste momento, de equilíbrio financeiro que garanta a disponibilidade de recursos em caixa, sendo objeto de estudos permanentes por parte do Poder Executivo”, lê-se no comunicado.

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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.
Repórter de política na Rádio Itatiaia. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. Em Belo Horizonte, teve passagens pelas rádios Alvorada, BandNews FM e CBN. No Grupo Bandeirantes de Comunicação, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na BandNews FM BH. Cobriu as tragédias ambientais da Samarco, em Mariana, e da Vale, em Brumadinho. Vencedor de 8 prêmios de jornalismo. Em 2023, venceu o Prêmio Nacional de Jornalismo CNT.
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