Ouça a rádio

Ouvindo...

Times

STF arquiva investigação contra ministro do Turismo por falta de provas

Celso Sabino era investigado pela Polícia Federal por supostamente usar influência como deputado para favorecer mineradoras no Pará; ação foi arquivada a pedido da PGR

53061298124_dcdf0ef09f_k.jpg

Ministro do Turismo, Celso Sabino, teve ação arquivada no STF

ROBERTO CASTRO/MTUR

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, decidiu arquivar uma ação contra o atual ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA). Na decisão, Zanin atendeu a um pedido da Procuradoria-geral da República (PGR) e considerou que faltavam provas para incriminar o Sabino, investigado pela Polícia Federal por supostamente obter vantagens para aliados dentro da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Departamento Nacional de Produção Mineral do Pará (DNPM).

No depoimento que embasou a investigação contra Sabino, a denunciante afirma que assumiu o cargo de corregedora na ANM após a indicação de Cilene Sabino de Oliveira, irmã do deputado. Logo que assumiu a função na agência, ela conta que iniciaram-se os pedidos de substituição de empregados terceirizados, para alocar pessoas de interesse de Celso Sabino, e de aceleração de determinados processos de autorização de pesquisa e concessão de lavra no âmbito da ANM.

Leia Também

Segundo os fatos narrados por uma ex-diretora regional da ANM no Pará à Polícia Federal, as cobranças eram feitas por intermédio de Alexandre Jaime Batista, servidor da Junta Comercial do Pará e funcionário de Sabino, e Filipe Meireles Xavier, chefe de gabinete do então deputado federal. O caso foi denunciado por uma corregedora da Agência Nacional de Mineração no ano de 2021, quando Sabino ainda não estava atuando como ministro do Turismo.

Um dos pedidos teria envolvido a nomeação para o DNPM de um aliado que anos antes, em 2015, havia sido um dos alvos da operação Grand Canyon, que apurou o favorecimento ilegal de empresas de mineração dentro do órgão. A servidora ouvida pela PF chegou a afirmar que recebeu uma oferta de R$ 150 mil para que o andamento do processo de concessão de um alvará fosse priorizado.

A decisão de arquivar a abertura de inquérito contra o ministro do Turismo seguiu uma recomendação da Procuradoria-geral da República (PGR), que não viu provas suficientes para dar sequência nas investigações.

Participe do canal da Itatiaia no Whatsapp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular. Clique aqui e se inscreva.

Correspondente da Rádio Itatiaia em Brasília atuando na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas Gerais, já teve passagens como repórter e apresentador pela Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor do prêmio CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio.
Leia mais