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Dino se despedirá do PSB após pouco mais de dois anos no partido

Futuro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino deixará o partido após renunciar ao mandato no Senado

Um dia após a despedida final do Ministério da Justiça e a vinte dias da cerimônia que marcará o início da era no Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino precisará dar adeus também ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), ao qual está filiado há pouco mais de dois anos. Nas próximas três semanas, Dino exercerá o mandato de senador pelo Maranhão, que o elegeu no pleito passado e pretende, no período, apresentar cinco projetos de lei ligados à área da Segurança Pública. No dia 21, ele renunciará ao mandato de oito anos para assumir, no dia seguinte, a cadeira que herda da ministra Rosa Weber, no STF.

A renúncia ao cargo no Senado Federal será sucedida pela desfiliação do PSB, ainda que a legislação brasileira não proíba diretamente que ministros sejam filiados — por outro lado, a Lei Orgânica da Magistratura Nacional impede o exercício da atividade político-partidária por magistrados sob o risco de perda do cargo. Portanto, a orientação é que ministros façam a desfiliação antes da nomeação.

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Dino não é o primeiro ministro indicado ao Supremo Tribunal Federal com filiação partidária no currículo. Escolhido por Michel Temer (MDB) em 2017, Alexandre de Moraes carrega em sua história filiações aos partidos PFL (DEM), MDB e PSDB. Antes dele, os ministros Célio Borja, Paulo Brossard, Maurício Corrêa, Nelson Jobim, Ayres Britto e Dias Toffoli também foram filiados a legendas.

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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.
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