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Líder da oposição vai ao STF cobrar suspeição de Moraes em inquérito da Lesa Pátria

Senador Rogério Marinho (PL) espera reforçar as críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou buscas no gabinete e na residência do deputado Carlos Jordy

Plenário do Senado

Rogério Marinho, líder da oposição ao governo no Senado, defende suspeição de Alexandre de Moraes dos inquéritos sobre o 8 de janeiro

Roque de Sá/Agência Senado

O líder da oposição no Senador, Rogério Marinho (PL-RN), tem um encontro na quinta-feira (25) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, onde espera reforçar as críticas contra a atuação do ministro Alexandre de Moraes, que na semana passada autorizou que a Polícia Federal (PF) entrasse no Congresso Nacional para cumprir mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), no âmbito da operação Lesa Pátria, que investiga financiadores e instigadores dos ataques às sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro de 2023.

No encontro, a expectativa do Senador é reforçar, diante do presidente do STF, o pedido de suspeição de Moraes, que segue à frente dos inquéritos sobre os ataques promovidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em nota divulgada na semana passada, um dia após o cumprimento dos mandados contra Jordy, Marinho e outros senadores disseram que o ministro Alexandre “não tem imparcialidade para os processos dos atos do 08 de janeiro de 2023, é supostamente vítima, investigador e julgador”, diz um trecho do texto.

“Ele comenta e concede entrevistas sobre processos que estão sob julgamento e opina sobre fatos ainda não julgados. Ante o exposto, a postura republicana esperada seria o próprio ministro tomar a iniciativa de se declarar suspeito para julgar os atos de 08 de janeiro, com a grandeza de quem, de fato, busca a pacificação do país e está disposto a virar essa lamentável página da história brasileira”, conclui o texto assinado por oito senadores - em sua maioria do PL, partido de Bolsonaro.

Leia mais: Oposição se reúne para tratar da investigação da PF com Carlos Jordy na mira

A ideia do senador não é criticar a operação que é conduzida pela Polícia Federal, mas sim reforçar o pedido para que as investigações respeitem os direitos e garantias individuais, das prerrogativas do exercício do mandato parlamentar e da inviolabilidade dos mandatos.

O fato de a Polícia Federal ter entrado no gabinete de Jordy repercutiu mal entre os parlamentares, que classificaram a medida como ‘autoritária’. Carlos Jordy foi o primeiro deputado federal alvo da operação Lesa Pátria, que entrou em sua 24ª fase com foco na identificação de mentores intelectuais, financiadores e incitadores dos atos antidemocráticos do 8 de janeiro.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em Brasília atuando na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas Gerais, já teve passagens como repórter e apresentador pela Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor do prêmio CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio.
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