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Possível vaga no Senado faz ‘direita versus esquerda’ ter nova disputa particular: Michelle contra Gleisi

Ex-primeira-dama e a presidente do PT querem uma vaga que pode surgir em decorrência da possível cassação do mandato de Sergio Moro

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann

Carolina Antunes/PR e Valter Campanato/Agência Brasil

A disputa política entre Direita e Esquerda no Brasil voltou a esquentar com uma briga particular: Michelle Bolsonaro e Gleisi Hoffmann.

Ao longo dos últimos três meses, elas vêm trocando farpas publicamente. Trata-se da antecipação de um possível embate eleitoral direto: a ex-primeira-dama e a presidente do PT querem uma vaga no Senado, que, neste momento, pode surgir em decorrência do processo de cassação do mandato do senador e ex-juiz federal Sergio Moro (União-PR).

O lugar dele pode ficar vago caso o Tribunal Regional Eleitoral paranaense compreenda que houve abuso de poder econômico na campanha dele em 2022.

Veja, a seguir, o histórico recente de farpas trocadas entre elas:

No fim de novembro de 2023, durante um evento do PL Mulher, Michelle discursou com duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida. Ela questionou as viagens e gastos do petista ao exterior e disse ser a pessoa “mais perseguida do Brasil”.

“O ministro que se diz ser do Ministério Humano, que para mim é desumano, (...) é um ministro do “todes”, só tem trabalho pros “amigues” e os “bandides”. (...) O governo que não trabalha para as pessoas de bem. É um governo que não trabalha para todos”, disse a ex-primeira-dama.

Gleisi, então, rebateu: “Michelle e Bolsonaro são o casal mais cara de pau do planeta. Ela criticando o governo, Lula e Janja, é ridículo. Quem é ela pra falar? Usa a fé para enganar as pessoas e se fazer politicamente, passeou no exterior com o maquiador a tira colo, tá envolvida no contrabando de joias do Estado, fora os rolos com Queiroz. Está pecando, sabe disso e continua, vai na igreja pregar o ódio”, disse, em publicação no X (antigo Twitter).

Michelle também usou a rede social para responder. Em ironia, ela se referiu à Gleisi como “amante”, suposto apelido usado para identificar a petista em uma suposta tabela de propinas. “Seria inveja do sucesso do PL Mulher e o resultado das pesquisas no Paraná? (...) Assassinar reputações com mentiras é a especialidade da extrema-esquerda. Nós não somos “AMANTES” dessa estratégia”, publicou a ex-primeira-dama.

Em seguida, Gleisi voltou a disparar contra Michelle:

“A receptadora de dinheiro do Queiróz e do Mauro Cid ficou nervosa, faz ataques porque não consegue responder pq dois homens mantinham suas despesas com pagamento em dinheiro vivo e na sua conta corrente. Mentir é a especialidade do casal Bolsonaro, que me ataca por causa das verdades que dizemos sobre eles. MICHEQUE espalha veneno e inveja, mas não adianta se fingir de santa, os corredores da Câmara conhecem sua história!”

30 de novembro
A presidente do PT voltou a cutucar Michelle no fim do mês: “É sobre isso que eu venho falando, sobre a falsa moralista. Porque a gente sabe que teve cheque do Queiroz, teve muamba de joias, dinheiro do Mauro Cid, pix milionário pro marido que nem pagou as multas e ainda quer anistia, e até pastor corrupto com barras de ouro no MEC”, escreveu Gleisi, ao compartilhar um vídeo crítico à ex-primeira-dama.

Duas horas depois, Michelle declarou: “A inveja é uma tragédia!”.

Já em 3 de dezembro, Gleisi voltou a criticar a ex-primeira-dama: “Que moral tem a mulher do Bolsonaro, um presidente genocida, machista, que não gosta das mulheres, para atacar Lula e falar de Dino?! A receptadora de Queiroz rachadinha e Mauro Cid negociador de joias tem muita coisa pra explicar, a começar pela manipulação da crença e da fé das pessoas que ela faz.”

Ano ‘novo’
Já neste mês, Gleisi voltou a subir o tom contra Michelle. Dessa vez, a petista classificou como “violenta campanha de perseguição” nas redes sociais contra Elenira Vilela e Karina Santos, apoiadoras do PT.

Em uma transmissão online, Elenira disse que seria necessário “destruir politicamente” e “quiçá de outras formas” Michelle Bolsonaro. Já Karina teve seu perfil compartilhado por Michelle em uma publicação, onde ela a classificava como “terrivelmente petista”, “como uma boa comunista-caviar, ama um dinheirinho”. Dias depois, a dupla relatou receber ameaças de morte.

Em comentário, também publicado no X, a presidente do PT disse que Michelle Bolsonaro “gosta de se fazer de santa”. “Usa os métodos covardes do bolsonarismo, ameaças, falsificações e fake news para tentar calar mulheres petistas. Toda solidariedade às companheiras”, disse, em defesa de Elenira e Karina. A publicação foi deletada em seguida.

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É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.
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