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Vereador é indiciado por imitar macaco em discussão com um colega negro na Câmara de Planaltina

Polícia Civil indiciou o vereador Lincon Albuquerque por injúria racial durante discussão na Câmara Municipal de Planaltina

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Vereador é indiciado pela Polícia Civil por injúria racial na Câmara de Planalatina

Reprodução/Câmara de Planaltina

A Polícia Civil indiciou o vereador Lincon Albuquerque (Cidadania), da Câmara de Planaltina, em Goiás, por injúria racial contra um colega de parlamento negro.

O caso aconteceu em novembro do ano passado, quando os vereadores discutiam um projeto para a criação de uma loteria municipal.

Autor da proposta, Lincon Albuquerque acusou ter sido alvo de ironia de outros parlamentares e começou a fazer sinais com a mão de que o vereador Carlim Imperadaor (Pros), contrário ao projeto, estaria falando muito. A discussão ficou mais acalorada e Lincon fez sons parecidos com o de um macaco no microfone.

Carlim disse ter sido “bastante hostilizado”. Lincon negou que tenha sido racista. O vereador disse que houve um “mal-entendido baseado em uma comunicação inadequada”. Lincon afirmou que a intenção era se expressar “a respeito do barulho e da confusão” e disse que é “pardo, filho de pai negro”.

O caso será enviado agora para o Ministério Público de Goiás, que vai decidir se apresenta uma denúncia contra o vereador ou pede arquivamento do caso. O crime de injúria racial é previsto na Constituição e tem pena prevista de dois a cinco anos de reclusão e multa.

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