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Silveira diz que G20 é oportunidade para mostrar que transição energética é ferramenta contra desigualdade

Ministro representa o presidente Lula na discussão sobre o tema no Fórum Econômico Mundial em Davos

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Silveira diz que G20 é oportunidade para Brasil mostrar que transição enérgética é ferramenta de combate à desigualdade

World Economic Forum/Ciaran McCrickard

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suiça, nesta terça-feira (16), que o G20, sob presidência brasileira, é uma oportunidade de o apís mostrar que a transição energética é uma importante ferramenta de combate à desigualdade social.

“O G20 será uma grande oportunidade no Brasil para que a transição energética seja vista pelo mundo, como eu disse, como uma transição que leve em consideração a economia global, que leve em consideração, além da questão da sustentabilidade, que é fundamental e imprensindível, leve a questão econômica, leve a questão global, da desigualdade. Nós queremos mostrar que a transição energética deve ser integrada porque ela tem que respeitar a soberania e deve cuidar desses países, ela deve ser justa e ela deve ser inclusiva. Ela é uma nova economia, é uma economia quente. Nós no Brasil já avançamos muito e estamos avançando de forma mais vigorosa”, disse Silveira, ao lado da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Países ricos

O G20 é um bloco que reúne as 19 maiores economias do mundo, a União Européia e a União Africana. Para Silveira, este é o espaço adequado para avançar em acordos com as nações mas ricas. “Eu acredito que o G20 nos dará a oportunidade de, mais uma vez, destacar, de alertar, de fazer uma cobrança terna, mas severa dos países industrializados, dos países ricos, que reiteradamente se comprometem em investir em transição energética, em investir em emissão de baixo carbono, mas esse discurso está muito distante de se tornar uma realidade. Em países como o Brasil, tem toda a autoridade, tem uma matriz energética de 88% de energia livre e alertado, e continuando a fazer investimentos nesse sentido, Com os biocombustíveis que são para nós como o Petróleo é para Arábia Saudita. Nós temos um terço dos combustíveis no Brasil, um terço da matriz de mobilidade de transporte, do etanol e do biodiosel [...]. O Brasil está preparado para receber investimentos internacionais”, explica.

Produção de alimentos

Ainda segundo o ministro, a exploração de hidrogênio verde é uma chave fundamental para garantir produção de alimentos e segurança alimentar no Brasil. “Nós estamos terminando a nossa regulação com o hidrogênio verde. Nós vamos poder, literalmente, armazenar energia. E nós queremos fazer isso com muito foco na questão da segurança alimentar do Brasil. O Brasil é um grande celeiro de alimentos, é reconhecido isso planetariamente, mas ele é muito dependente dos fertilizantes, em especial os nitrogenados. Nós queremos produzir hidrogênio verde, amônia, consequentemente uréia, para que a gente garanta a segurança alimentar do Brasil, mas para que a gente possa também, no segundo momento, exportar sustentabilidade”, frisou o ministro.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista de política da Itatiaia, podcaster no “Abrindo o Jogo” e mestre em ciência política pela UFMG. Graduou-se pelo Uni-BH e diplomou-se em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México). Na Itatiaia desde 2006, já foi produtora e apresentadora. Em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil.
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