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Oposição a Zema procura Haddad por agilidade em negociação da dívida de Minas

Grupo deve levar ao ministro solicitação para manter empresas públicas de Minas com sede no estado em caso de federalização

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Fernando Haddad recebeu deputados de oposição ao Zema em Brasília

Diogo Zacarias

Deputados estaduais de oposição ao governador Romeu Zema (Novo) preparam a pauta que pretendem levar, nesta sexta-feira (8), ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). O grupo será recebido por Haddad em Brasília (DF) para tratar das negociações para o refinanciamento da dívida de Minas Gerais com a União, que gira em torno de R$ 160 bilhões.

Segundo apurou a Itatiaia, além de ratificar o apoio à proposta de renegociação apresentada pelo presidente do Congresso Nacional, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), os deputados pretendem pedir agilidade nas conversas a respeito da amortização do passivo. O plano de Pacheco, vale lembrar, é uma alternativa ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) sugerido pela equipe do governador Romeu Zema (Novo).

Um dos pontos do pacote encampado pelo presidente do Congresso Nacional prevê o repasse, à União, de empresas estatais como a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

A federalização serviria para diminuir a dívida. A comitiva mineira deve pedir a Haddad que, caso a União se interesse pelas empresas, as sedes das companhias sejam mantidas no estado.

"(Vamos) ouvir do ministro, claramente, as possibilidades e levar a ele nosso sentimento e as ideias que o bloco (de oposição) tem. O bloco não tem discutido apenas contrariamente a esse projeto, mas alternativas. Professor Cleiton (deputado do PV) tem um projeto de lei, apoiado por todos os deputados e deputadas daqui que, antes dessa discussão, apresentou a possibilidade federalização”, disse, nessa quinta-feira (7), o deputado Ulysses Gomes (PT), líder da oposição a Zema.

A coalizão de oposição a Zema na Assembleia é formada por 20 deputados, divididos entre PT, PV, PCdoB, Psol e Rede. No plano nacional, nomes do PSD, como o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também têm feito críticas à postura do governador ante a situação fiscal do estado.

A proposta de Pacheco

Para amortizar a dívida bilionária, o plano de Pacheco contempla, também, a utilização de créditos judiciais que o estado poderia acessar, bem como a criação de um programa de refinanciamento de débitos voltado a entes federados. Zema já debateu a federalização com o presidente do Congresso e disse estar de acordo com a proposta.

Os pagamentos da parcela da dívida de Minas estão suspensos até 20 de dezembro por causa de uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). O governo e a Assembleia Legislativa tentam a extensão da medida cautelar, uma vez que o Ministério da Fazenda pediu 120 dias para analisar a alternativa ao Regime de Recuperação Fiscal.

Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
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