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São Bartolomeu recebe Festa da Goiaba no próximo final de semana

Evento tradicional destaca produção artesanal

O distrito de São Bartolomeu, em Ouro Preto, celebra a XXVII Cultural da Goiaba entre os dias 19 e 21 de abril. O evento apresenta uma ampla programação e se compromete a enaltecer a produção artesanal de um dos doces mais reconhecidos de Minas Gerais. A festa, que é uma tradição no município, oferecerá uma feira de comidas típicas elaboradas com goiaba, bem como a venda da fruta in natura e intervenções artísticas, contando com a participação de doceiras e produtores locais.

Conhecida como “Doce pedaço de Ouro Preto” devido à produção artesanal da famosa goiabada cascão e outros doces mineiros, a festa ocorre há 31 anos em São Bartolomeu.

“Na Festa da Goiaba, celebramos a boa safra do fruto e dos doces, comercializamos nossa produção, contribuindo para a sustentabilidade de mais de 20 pequenos negócios familiares. Mas, acima de tudo, é onde reafirmamos nossa cultura doceira e deixamos o registro de nosso trabalho para as gerações futuras”, comemora a vice-presidente da Associação dos Doceiros (ADAF) e mentora da festa, Pia Chaves.

Entre as atrações da programação gratuita estão a confecção dos doces ao vivo, exposição cultural, teatro, oficinas de gastronomia para adultos e crianças com a temática da goiaba, apresentações de grupos e bandas regionais, além da feira tradicional onde são comercializados doces, molhos, geleias, doces em barra, cristalizados, em calda, licores, vinho de jabuticaba, cosméticos naturais, artesanatos locais, quitandas e muito mais. Ao longo do evento, também serão disponibilizadas barracas de comidas típicas como pastel de feira, pastel de angu mineiro, caldos e o tropeiro da ADAF.

Todos os produtos vendidos têm como objetivo arrecadar fundos para a associação dos doceiros e manter a festa anualmente.

Através deste movimento, Pia Chaves relata que os resultados foram positivos para os produtores:

“Os doces, que antes eram produzidos para a economia local e para alimentar os filhos, adquiriram tradição, cultura, arte e história. Os doceiros se sentiram valorizados.” Graças à associação, eles também passaram a receber muitos convites para eventos e feiras gastronômicas.

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Laura Gorino é mineira, tem 20 anos e é graduanda do curso de jornalismo da UFOP. Tem interesse por redação, rádio e comunicação digital.
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