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Wanderson Rocha cobra investimento com atingidos pelas chuvas em BH: 'Tragédia anunciada'

Candidato da esquerda a PBH, ele defende uma saúde menos 'capitalista' na capital mineira e IPTU mais caro para ricos

Por Redação, 23/09/2020 às 22:43
atualizado em: 24/09/2020 às 10:06

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Foto: Divulgação/ PSTU
Divulgação/ PSTU

RESUMO

  • O professor pedagogo Wanderson Rocha (PSTU), de 45 anos, mestre em sociologia pela Universidade de Coimbra, em Portugal, é um dos candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte nas eleições municipais deste ano
  • Candidato da esquerda, ele defende uma saúde menos 'capitalista' na capital mineira e IPTU mais caro para ricos


O professor pedagogo Wanderson Rocha (PSTU), de 45 anos, mestre em sociologia pela Universidade de Coimbra, em Portugal, é um dos candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte nas eleições municipais deste ano. Ele foi entrevistado na noite dessa quarta-feira na série de sabatinas que a Rádio Itatiaia promove com os postulantes ao Executivo da capital mineira. 

Wanderson foi diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Municipal de Ensino e é membro da Coordenação Estadual da Central Sindical e Popular. Nas últimas eleições, foi candidato a deputado estadual.

Ele Iniciou a entrevista destacando a greve coletiva dos Correios, que ele considerou histórica. “Deixou uma chama importante para que a classe trabalhadora, o povo pobre, possam se organizar”.  

Confira os principais pontos: 

Saúde 

Quanto à área da Saúde, o candidato destacou que uma proposta “anticapilista”, com parcerias com universidade públicas para realização de testes contra a covid-19.

“Acreditamos que temos um sistema capitalista em que a própria saúde virou mercadoria. Então a população pobre e a classe trabalhadora vêm tendo péssimas condições em relação à área da saúde. Compreendemos que especificamente para cidade de BH vamos apresentar um programa de transição para a cidade”, diz. 

Ele destaca, ainda, que o Brasil virou uma “referência negativa” nos números da pandemia de covid-19. 

O candidato ressalta que tem “preocupação com aqueles que foram atingidos com as chuvas neste ano” e cobra investimentos: “Temos tragédia anunciada que precisa ser solucionada”. 

IPTU mais caro para ricos 

Entre as propostas, o candidato cita taxação elevada no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para residências de pessoas com socioeconomicamente favorecidas. “As grandes propriedades têm que ser sobretaxadas. As áreas nobres. Não dá mais para taxar as populações nas ruas e nas vilas”, diz.

Educação

Na área da educação, o candidato defende o pagamento do piso salarial nacional “independente da jornada de trabalho”. 

Ele também se diz desfavorável ao retorno das atividades presenciais em meio à pandemia de covid-19. “Compreendemos que hoje são escolas fechadas em defesa da vida. Quem defende construção de protocolos não entende a realidade da escola pública no Brasil. Na nossa opinião, não volta neste ano. São 60 dias letivos que não fariam diferença neste ano”, alega ressaltando a importância de garantir a internet pública para pensar em moldes de ensino a distância.

Transporte público 

Quanto ao transporte público da capital mineira, Wanderson acredita que “existe um grupo de família que domina os consórcios da cidade”. Segundo ele,  “essas empresas não cumprem o contrato. Nossa proposta seria o cancelamento desses contratos, fazendo uma auditoria”, diz. 

Ele também cita a possibilidade de “criar uma empresa municipal que possa garantir um preço de passagem adequado para a população”. “Tarifa zero não só para pessoas com deficiência e idosos, mas também para desempregados e estudantes”. 

Segurança pública

“Temos que rever o papel da própria polícia. Nós que somos negros estamos cansados de sermos mortos nas vilas e favelas. Tanto a população nega, a LGBT, as mulheres, a juventude, vem sendo assassinada por esse sistema capitalista em que a polícia está à serviço da opressão”, alega.

“Para a Guarda Municipal, compreendemos que temos que desmentalizar a guarda. Ela não tem que ser utilizada para reprimir trabalhador, como reprime camelô na nossa cidade (por exemplo). Ampliação de uma política que tenha proteção às mulheres, LGBT e os negros”. 

Área social

Ele sugere melhor trato com os restaurantes populares, construção e ampliação de abrigos e políticas de saúde. “É preciso fazer uma discussão do uso problemático tanto do álcool quanto das drogas”, alega.

Lazer e turismo 

Para o candidato, é necessário dar mais espaço “às manifestações culturais na cidade que estão invisíveis, valorizar as culturas nos bairros e favelas”. 

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