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Vice do Galo questiona Kroll por supostas irregularidades em pagamentos e acesso a informações pessoais; empresa responde

Empresa foi contratada pelo Atlético para averiguar possíveis problemas em gestões anteriores

Por Redação, 29/10/2020 às 17:29
atualizado em: 29/10/2020 às 19:44

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Foto: Bruno Cantini/Atlético
Bruno Cantini/Atlético

O vice-presidente do Atlético, Lásaro Cândido da Cunha, não gostou nada de parte das investigações da empresa Kroll, contratada pelo clube para averiguar possíveis irregularidades em gestões anteriores. Em vídeo publicado no Twitter na noite dessa quarta-feira (28), o dirigente reclamou que a empresa, em um relatório vazado, insinuou que ele recebeu do Galo sem ter contrato registrado, além de ter acesso às suas informações pessoais.

Lásaro ressaltou que todo o período em que foi remunerado pelo Atlético – um ano e sete meses – está devidamente registrado em contratos.

"Venho dar uma satisfação à massa atleticana. Tive notícia há pouco de parte de um relatório atribuído à Kroll, que insinua que recebi remuneração do Atlético, eventualmente sem contrato. Isso é tudo falso. Não sei se esse relatório, esse trecho é verdadeiro, porque não tive acesso ao relatório da Kroll, apenas a presidência. Essa parte que é atribuída a mim é uma coisa lamentável. Eu já publicizei várias vezes que, em 12 anos, fui remunerado 1 ano e 7 meses, sim, com tudo registrado, contrato e nota fiscal. Os outros 10 anos, foi sem remuneração. Qual o problema que tem nisso?", questionou.

Ainda no vídeo, Lásaro avisou que pegou todos os documentos no Atlético para comprovar que recebeu do clube de forma legal. Além disso, o dirigente reclamou que a Kroll teve acesso às suas informações pessoais, como e-mail particular. Por isso, o vice-presidente alvinegro iria pedir explicações à empresa, se possível irá acionar a Justiça.

"Só quero esclarecer que peguei os contratos no Atlético. Agora, outras questões envolvidas no relatório, se tiverem irregularidades, que se tomem medidas. Eu só acho que é quase uma sacanagem fazer isso. Divulgar e-mails, inclusive particulares. Vou interpelar a Kroll para saber como ela teve acesso aos meus e-mails pessoais, apesar de lá não ter nada de errado, mas é minha vida. Estou encerrando meu período de gestão em 2020, mas é revoltante isso", completou.

Em nota, a Kroll informou que os documentos vazados não eram o relatório final, mas que eram para uso interno, com objetivo de que o clube tomasse medidas para identificar as dúvidas levantadas.

"A Kroll afirma que a investigação financeira realizada no Clube Atlético Mineiro teve como objetivo apontar irregularidades e vulnerabilidades, com base em documentos corporativos disponíveis na instituição. Nossas conclusões, enviadas confidencial e exclusivamente para uso interno, são subsídios para que o cliente busque sanar as vulnerabilidades identificadas, incluindo a falta de documentação para algumas transações. A Kroll é referência em investigação no segmento esportivo e lamenta a divulgação de informações sigilosas, fora do contexto do trabalho realizado. A empresa afirma que não há e-mails pessoais nos materiais analisados e informa não ter recebido nenhuma notificação em relação ao trabalho", informou.

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