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Vendedores ambulantes em BH enfrentam a fiscalização para garantir sustento da família  

Por Redação, 23/08/2019 às 12:02
atualizado em: 23/08/2019 às 12:14

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Foto: Monica Miranda/ Itatiaia
Monica Miranda/ Itatiaia

Em meio ao desemprego, trabalhar com vendas nas ruas é uma solução para manter o sustento. Os produtos ofertados são diversos: de doces até roupas e utensílios de cozinha. No entanto, além da falta de estabilidade financeira, esses trabalhadores têm que conviver com a fiscalização de órgãos públicos. 

Ouça a matéria completa com a repórter Mônica Miranda

A falta de uma legislação para tratar da categoria na capital mineira é uma cobrança do vereador Agostinho Patrus (PV). Conforme o parlamentar, uma proposta para a criação de feiras livres foi encaminhada pelo Legislativo à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Ele explica que esses espaços tirariam os vendedores ambulantes do centro da cidade e de pontos de comércio. “A população poderia escolher: ir ao centro da cidade ou a essas feiras”. 

Analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Laurana Viana busca um visão humanizada dos vendedores ambulantes. “São pessoas que têm apenas essa renda para sustentar a família. Isso é um dado muito sério e temos que ter um olhar mais apurado, porque eles estão na informalidade e usam desse dinheiro para gerar uma economia”, ressalta. 

Leia também: Em cenário de crise e desemprego, jovens precisam vender balas para sobreviver

Mercado informal ajuda reduzir desemprego, mas pode prejudicar comércio, avalia CDL

Conforme especialistas em economia, o mercado informal pode atrapalhar o desenvolvimento econômico, já que os vendedores ambulantes podem representar uma concorrência injusta para o comércio. Para contrapor essa teoria, Laurana Viana argumenta que o dinheiro obtido pelos vendedores ambulantes consegue movimentar a economia. “Eles consomem produtos vendidos pelo mercado formal”, analisa. 

Ela ressalta que o Sebrae propõe o desenvolvimento do senso empreendedor desde a infância, por meio do programa escolar “Cultura empreendedora”. Instituições de ensino que tenham interesse podem procurar o Sebrae para implementar o projeto. Laurana conclui que programas como esse podem ser solução para futuros brasileiros que não encontrarem espaço no mercado formal.

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