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TJMG determina que estudante de medicina que agrediu ex-namorada seja expulso da PUC Minas

Justiça manteve o universitário suspeito de agredir a ex-namorada. O caso veio a público após ser exposto pela vítima

Por Rádio Itatiaia | 13/05/2022 às 12:34
Google Street View/ reprodução
Foto: Google Street View/ reprodução

Fachada da PUC Minas, unidade Betim

O estudante de medicina José Flávio Carneiro dos Santos, de 27 anos, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) vai ser expulso depois de agredir a ex-namorada no ano passado. Isso porque o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou a suspensão do estudante da faculdade. 

O caso ocorreu em setembro do ano passado. Gabriela Campos Duarte Machado, que na época tinha 22 anos, estuda medicina na PUC de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ao lado do ex-companheiro. 

“A PUC-Minas manifesta que, sobre o assunto mencionado, a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) será cumprida. A Universidade tem por prática não comentar casos que estão em tramitação de justiça”, informou por meio de nota nesta sexta-feira (13/5).    

O TJMG suspendeu, em dezembro do ano passado, a decisão da PUC-Minas em expulsar José Flávio Carneiro dos Santos. Em fevereiro deste ano, José recebeu o direito de voltar a  universidade.

O caso veio a público após ser exposto pela própria Gabriela. Em publicação nas redes sociais, a jovem relatou ter sido vítima de violência em quatro momentos, nos dias 12 de setembro de 2020, 2 de janeiro, 7 de abril e 23 de setembro de 2021.  Na publicação, Gabriela narra a mais recente das violências, no dia 23 de setembro. Os dois estavam em um apartamento na Savassi, em Belo Horizonte, quando ela diz ter descoberto uma traição do ex-companheiro, que a agrediu em seguida. 

"Fui resgatada do apartamento dele por vizinhos que ouviram meus gritos de socorro e me levaram à delegacia da mulher", afirmou. Gabriela também compartilhou fotos que mostram o próprio rosto ferido. Também é possível ver marcas roxas no braço.

A reportagem da Itatiaia tentou entrar em contato com o advogado de José Flávio , mas não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

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