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Suspensão de testes da vacina de Oxford: ‘Não há motivo para alarde e desesperança’, diz virologista

Na avaliação do especialista, “é um mecanismo absolutamente normal num estudo vacinal" e demonstra “seriedade” e “confiabilidade” no seguimento dos protocolos

Por Com informações de Eustáquio Ramos, 09/09/2020 às 14:07
atualizado em: 09/09/2020 às 14:18

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RESUMO

  • A suspensão de testes da vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxoford, anunciada ontem, não deve ser encarada como “desesperança” em relação ao imunizante.
  • Esta é avaliação do virologista Flávio da Fonseca, integrante do Centro de Tecnologia em Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
  • Na avaliação do especialista, “é um mecanismo absolutamente normal num estudo vacinal" e demonstra “seriedade” e “confiabilidade” no seguimento dos protocolos


A suspensão de testes da vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxoford, anunciada nessa terça-feira (8), não deve ser encarada como “desesperança” em relação ao imunizante. Esta é avaliação do virologista Flávio da Fonseca, integrante do Centro de Tecnologia em Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

“É um mecanismo absolutamente normal num estudo vacinal”, diz. De acordo com ele, demonstra “seriedade” e “confiabilidade” no seguimento dos protocolos. “Um caso dentre os milhares. Não se sabe nem mesmo se o problema é relacionado à vacina, e o que está sendo feito é levantamento dessas informações para que o estudo prossiga”, explica. 

Conforme o especialista, um estudo vacinal dessa proporção tem que ter mecanismos de segurança que são acionados quando surge qualquer problema com participantes. “Existem vários graus. Se uma pessoa apresenta dor de cabeça, coceira, o estudo não para porque são efeitos adversos de menor grau. Mas aqueles que são mais importantes eles acionam o mecanismo de segurança e o estudo é paralisado até que se esclareça a situação”, destaca.

“Não há motivo para alarde, para desperança em relação ao estudo. Essa suspensão simplesmente demonstra a seriedade e a confiabilidade do estudo que está sendo produzido”, conclui. 

O problema apresentado durante o estudo ainda não foi confirmado oficialmente. Segundo o jornal "The New York Times", o paciente sofreu mielite transversa, síndrome inflamatória que afeta a medula espinhal. 

De acordo com a universidade de Oxford, em grandes ensaios clínicos, uma doença pode acontecer por acaso, sem que haja uma relação com a vacina em teste. Mas em todos os casos é preciso que haja uma análise independente para checar o que aconteceu.

A agência que regulamenta medicamentos no Reino Unido afirmou que já está revisando os dados dos testes com urgência para decidir se a AstraZeneca pode retomá-los.

Os testes da vacina no Brasil são coordenados pela Universidade Federal de São Paulo Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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