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Sette Câmara prevê outros tipos de corte no Atlético e estima economia de até R$ 70 milhões até dezembro

Por Redação, 22/05/2020 às 19:13
atualizado em: 22/05/2020 às 21:39

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Foto: Bruno Cantini/Atlético
Bruno Cantini/Atlético
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Após o Atlético demitir mais de 50 funcionários nesta sexta-feira, conforme noticiou a Itatiaia, o presidente Sérgio Sette Câmara lamentou ter que fazer os cortes. Em entrevista na Turma do Bate Bola, o mandatário alvinegro afirmou que “dói muito” ter que mandar embora colaboradores que estavam há anos no clube, mas também ressaltou que poderá recontratar alguns deles quando a situação financeira melhorar.

Com a medida, o Atlético pretende economizar R$ 10 milhões na folha de pagamento até o fim deste ano. O corte de 25% nos salários dos jogadores permanece, pelo menos até o retorno dos jogos.

Contudo, Sette Câmara avisou que, além das demissões, haverá outros tipos de corte no clube e estima economia de até R$ 70 milhões até dezembro.

“As demissões, e a consequente redução na folha salarial, não é o único item que estamos cortando. Existem vários outros cortes que estamos fazendo para reduzir despesas. Nosso objetivo é conseguir, neste ano, um corte em torno de R$ 60 a 70 milhões”, destacou.

Os funcionários demitidos trabalhavam nas áreas administrativas da Sede de Lourdes e da Cidade do Galo, no departamento médico e nas categorias de base.

Demissões não tiveram cunho político 

De acordo com Sette Câmara, as demissões de funcionários ligados ao ex-presidente Alexandre Kalil, que é opositor do atual mandatário, não têm conotação política.

“O critério foi um critério muito simples. Nós preservamos os funcionários que tinham salários menores e obviamente tivemos que cortar alguns que tinham salários elevados e até mesmo fora dos valores praticados no mercado para a função que exercem. Então, foi só uma adequação. O critério foi basicamente esse, não teve nenhum tipo de conotação política”, explicou.

O preparador físico Luís Otávio Kalil, conhecido como Kalilzinho, foi um dos funcionários demitidos. Ele é sobrinho do atual prefeito de Belo Horizonte e estava no Atlético desde 2004.

Confira outros pontos da entrevista com o presidente do Atlético:

Não dá para rescindir contrato com algum jogador para tentar segurar os funcionários

“O carro-chefe do clube é o futebol e ele é a razão de ser do nosso negócio. Quando o futebol vai bem, se nós soubemos administrar com zelo, isso também reflete no resultado financeiro do clube. Clubes que recentemente tiveram sucesso em campo, como Athletico Paranaense, o próprio Grêmio e o Flamengo tiveram também sucesso nos seus cofres, ou seja, trouxeram muitas receitas. Pra buscar receita, a gente precisa estar disputando título. Então a gente tem que focar no nosso futebol, ali que a gente tem que fazer os melhores investimentos para que a gente possa ter esse retorno financeiro que nos dê receita e possibilite o clube respirar.”

Salários do mês de abril não foram pagos integralmente

“Não é segredo para ninguém que estamos vivendo uma crise. Se ver que tem bancos de grande porte demitindo 10, 15, 20 mil pessoas e continuam faturando, imagine aqueles casos como o nosso do clube que não temos nenhuma receita. Não existe mágica, se alguém souber como podemos obter receita sem ter jogos, Globo (dinheiro dos direitos de transmissão da TV), bilheteria, sócio-torcedor, enfim, todas as linhas de receita que o clube tem estão paralisadas. Claro que isso reflete em honrar os pagamentos. Mas estamos buscando soluções e os colaboradores do clube têm que entender que esse é um momento de dificuldade, de sacrifício. Se não fosse, não estaríamos demitindo. Acredito piamente que temos uma luz no fim do túnel para que a gente possa normalizar esse pagamento nos próximos dias.”

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