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Setembro é mês de alerta para prevenção de câncer ginecológico

Doença atinge o sistema reprodutor feminino

Por Jacqueline Moura/Itatiaia, 28/09/2021 às 12:04
atualizado em: 29/09/2021 às 12:08

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Foto: Pixabay
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O mês de setembro é colorido com a cor púrpura para chamar atenção da população para a conscientização e prevenção do câncer ginecológico e alertar a população feminina quanto à importância do diagnóstico precoce, esclarecer os fatores de risco e sintomas, e incentivar os cuidados constantes com a saúde.

De acordo com a oncologista Graziella Piló, o câncer ginecológico atinge o sistema reprodutor feminino. “Temos desde o câncer de colo do uterino, o câncer de corpo uterino que é chamado também de câncer de endométrio, câncer de ovário, e menos comumente os cânceres de vulva e vagina. O tipo de câncer ginecológico mais comum nas mulheres é o de colo uterino. Ele perde em incidência apenas para os tumores de pele não melanoma e para os tumores de mama”, detalha. 

A especialista destaca que a agressividade dos tumores vai depender da fase em que a doença é descoberta. Todos os cânceres são graves, mas se diagnosticados precocemente as chances de cura são grandes. “O que a gente quer na oncologia é fazer o diagnóstico precoce dos tumores. Porque é na fase inicial da doença que temos maior potencial de cura. Se a gente achar um câncer de colo uterino, de ovário ou endométrio nos estágios iniciais, nós vamos fazer um tratamento de intensão curativa, operar, ou quimiorradiação. Tratamento com duração menor e limitado e que vai curar a paciente, na maioria das vezes. Se o diagnóstico é tardio, o tratamento é prolongado, muitas vezes paliativo, pra melhorar a qualidade de vida do paciente, aumentar o tempo de vida sem necessariamente curar. Queremos fazer sempre o diagnóstico precoce para curar os pacientes”, declara Graziella.

Prevenção

A médica explica que quando se fala em prevenção de tumores ginecológicos, primeira coisa que nos vem à cabeça é a vacinação contra o HPV. A vacina é oferecida para meninos e meninas em idade precoce, normalmente a partir de nove anos de idade. A vacina contempla alguns subtipos do vírus HPV e é uma maneira de prevenção a esses tumores. “Lembrando que a vacinação não exclui a necessidade do acompanhamento ginecológico regular. Ela previne e reduz a incidência de câncer uterino, mas não zera esta chance. O médico ainda é importante para fazer o exame preventivo e acompanhar as pacientes, pra detectar os tumores de forma precoce”, detalha Graziella Piló, oncologista referência em cânceres urológicos e ginecológicos. 
 

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