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Sérgio Rodrigues não vê necessidade de auditoria nas contas da gestão de Gilvan

Dívida do clube era de R$ 120,3 milhões no fim de 2011 e saltou para mais de R$ 400 milhões em dezembro de 2017

Por Redação, 29/06/2020 às 21:42
atualizado em: 29/06/2020 às 23:24

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Foto: Divulgação/Cruzeiro
Divulgação/Cruzeiro

RESUMO

  • Recentemente, houve uma explosão de cobranças na Fifa de clubes por jogadores adquiridos e não pagos pelo ex-presidente
  • Mas, na visão do presidente Sérgio Rodrigues, não há necessidade de auditar as contas de Gilvan
  • A dívida do Cruzeiro saltou de R$ 120,3 milhões para mais de R$ 400 milhões na gestão de Gilvan
  • Gilvan adquiriu jogadores, mas não pagou por vários, como o atacante Willian, o volante Denílson e o atacante Rafael Sóbis (que já resultaram em condenação do clube na Fifa)


O aumento substancial das dívidas do Cruzeiro nos últimos anos levou ao clube a fazer uma devassa nas contas da gestão de Wagner Pires de Sá (2018/2019). Contudo, para a atual diretoria, não há necessidade de investigar mais atrás e fazer uma auditoria também na administração de Gilvan de Pinho Tavares (2012-2017). Recentemente, houve uma explosão de cobranças na Fifa de clubes por jogadores adquiridos e não pagos pela diretoria do ex-presidente.

Na visão do presidente Sérgio Santos Rodrigues, não há necessidade de auditar as contas de Gilvan. “Por que a auditoria não é necessária? Não minha opinião não tem indícios (de irregularidades), nunca teve. Se tiver, tem que olhar. Mas eu não sei de desonestidade”, declarou o mandatário em entrevista ao programa Bastidores, da Itatiaia, nesta segunda-feira.

“Eu não sei se precisa auditar por isso. A gente sabe de onde ela (dívida) vem. A auditoria que precisou agora é porque a gente via coisas absurdas como não se via antes no futebol, como um mesmo atleta tendo três aumentos no período de oito meses pagando comissão para agente”, justificou.

Ouça a entrevista completa com o presidente do Cruzeiro

Quando Gilvan assumiu o Cruzeiro, em janeiro de 2012, a dívida do clube era de R$ 120,3 milhões. Após os dois mandatos, o débito saltou para mais de R$ 400 milhões, de acordo com o balanço de 2017. No período, o clube celeste foi bicampeão brasileiro (2013 e 2014) e conquistou uma Copa do Brasil (2017).

Na gestão de Gilvan, o Cruzeiro adquiriu jogadores, como o atacante Willian (compra em 2014) e o volante Denílson (empréstimo de seis meses em 2016), mas não pagou. Os dois casos já tiveram uma decisão final na Fifa. 

A Raposa quitou um dos processos do Zorya, da Ucrânia, por Willian, no valor de R$ 3,8 milhões. A segunda ação, que ainda está na Corte Arbitral do Esporte (CAS), é estimada em R$ 7 milhões.

Já em relação à Denilson, o clube não pagou cerca de R$ 5 milhões até a data estipulada pela Fifa (18 de maio) e foi penalizada com a perda de seis pontos na Série B deste ano. A Raposa tem até aproximadamente outubro para fazer o pagamento sob o risco de ser rebaixada para a Série C.

Recentemente, o Cruzeiro foi condenado na Fifa novamente e terá a pagar 2,28 milhões de dólares (cerca de R$ 12,3 milhões), até o dia 15 de julho, pela contratação do atacante Rafael Sóbis junto ao Tigres-MEX, em junho de 2016. Esse valor é referente a dois processos, de três no total na entidade. Ou seja, mais pra frente, a Raposa pode ser obrigada a desembolsar mais dinheiro para quitar outro débito relativo à terceira ação dos mexicanos.

Há ainda outros processos pendentes de julgamento na Fifa em relação a jogadores adquiridos na gestão de Gilvan, mas que não foram pagos, como o meia Arrascaeta (junto ao Defensor-URU) e o atacante Riascos (junto ao Morelia-MEX), além do técnico português Paulo Bento (por valores não recebidos na rescisão do contrato).

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