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Sem isolamento social, perdas econômicas em Minas poderiam triplicar, aponta estudo 

Por Redação, 13/05/2020 às 08:05
atualizado em: 13/05/2020 às 12:34

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O isolamento social foi a principal medida adotada em todo o mundo, desde a chegada da pandemia do coronavírus, para salvar vidas e evitar o colapso do sistema saúde. A medida foi adotada com base em recomendações de infectologistas, autoridades em saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Contudo, levanta questionamentos sobre os impactos econômicos.

Mas afrouxar as restrições, como prerrogativa de salvar a economia, pode ter efeito contrário. É o que aponta estudo do Centro de Planejamento e Desenvolvimento Regional da faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Conforme a pesquisa, caso permaneça o isolamento, que é aplicado em algumas cidades mineiras, como Belo Horizonte, a previsão é de perda de R$ 19 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB). Acabar com o isolamento significa triplicar o prejuízo, que atingiria R$ 69 bilhões em um cenário sem distanciamento social. Se houver diminuição parcial do isolamento, a projeção é de perda de R$ 29 bilhões.

O trabalho levou em conta a articulação de dois modelos: epidemiológico (que estuda a proliferação da covid-19) e econômico (que leva em conta impacto sobre as famílias, empresas e o governo). Integrante do grupo de pesquisa, Aline Guimarães destaca que a pandemia afeta a produtividade dos trabalhadores. 

"Analisamos os efeitos de uso de mão de obra afetada pela doença. Mortes, afastamentos, em outras palavras, a pandemia afeta a capacidade das pessoas de trabalhar, de produzir. Pessoas adoecidas são menos produtivas e isso tem um custo para a economia", destaca.

Conforme a pesquisadora, "ainda não é momento de flexibilizar o isolamento em Minas, tanto por razões sanitárias quanto por razões econômicas e sociais, tendo em vista os maiores custos à economia devido às perdas humanas, adoecimentos e internações".

"Os resultados mostram que o maior isolamento social tem benefícios econômicos. Poupar vidas e a capacidade de atendimento do sistema de saúde para maioria da população é um ganho relevante. E abrir mão da única estratégia que dá resultado para lidar com a pandemia, traz custos ainda maiores, tanto para a saúde quanto para a economia de Minas. Não existe dilema entre saúde e economia. Podemos recuperar a economia, mas não as vidas perdidas", finaliza.

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