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Sem acordo com companhias aéreas, pilotos e comissários de bordo entram em greve na segunda

A decisão é de funcionários associados ao Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA)

Por Redação, 24/11/2021 às 17:17
atualizado em: 24/11/2021 às 21:20

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Fernando Frazão/Agência Brasil

Pilotos e comissários de bordo de empresas aéreas brasileiras votaram, na tarde desta quarta-feira (24), pela realização de uma greve devido à falta de acordo com as companhias aéreas. A decisão é de funcionários associados ao Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). A paralisação, por tempo indeterminado, está agendada para a partir de segunda-feira (29) em todo o Brasil.

Segundo o SNA, a paralisação ocorrerá diariamente tendo, a cada dia, 50% dos trabalhadores paralisados, que irão se alternando nas datas seguintes. Os funcionários reivindicam reajustes de salários para compensar as perdas acumuladas com a inflação em 24 meses, porque não houve aumento no ano passado.

As empresas Azul, Gol, Itapemirim, Latam, Latam Cargo e Voepass, que fazem parte do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, em tentativa de acordo apresentaram uma proposta para manter os salários sem reajuste e aumentar, de forma escalonada, apenas os benefícios, como vale-alimentação, pela inflação acumulada em 12 meses. No entanto, a proposta das empresas foi rejeitada pelos sindicalizados.

Os funcionários pedem ainda a manutenção das cláusulas da convenção coletiva vigente, que as empresas querem mudar. O sindicato patronal propôs mudanças nas cláusulas sociais da convenção, como a restrição no horário de realização de exames médicos obrigatórios, que passariam a poder ser realizados apenas das 5h às 13h, e não mais durante o dia inteiro.

Na última semana, os trabalhadores foram contra a proposta das companhias durante uma votação. Ao todo, votaram 6.596 aeronautas, com 92,9% de votos contrários à proposta das empresas e 6,67% de votos a favor, além de 0,43% de abstenções.

A convenção coletiva vence em 30 de novembro, e a data prevista para a renovação expirou em 20 de novembro.

Sindicato afirma que pleito é para repor perda com inflação

O presidente do SNA, Ondino Dutra, explicou que o reajuste dos salários corresponde a um aumento de apenas 1% no custo das empresas. Ele afirma que o reajuste se justifica porque serviria apenas para recompor as perdas com a inflação nos últimos 24 meses.

"A categoria aceitou reduções de salários desde o início da pandemia, e a situação das empresas nesse momento de retomada é boa. A Azul tem a maior liquidez da sua história, a Gol efetuou a maior desalavancagem desde sua fundação e a Latam atingiu a maior redução de custo em mais de 10 anos", afirmou.

Empresas afirma que sofreram prejuízos bilionários na pandemia

Durante a pandemia da covid-19, a aviação foi um dos setores mais afetados. Em 2020, milhares de pilotos e comissários foram demitidos apenas nas empresas brasileiras.

No período, foram firmados acordos coletivos e negociadas suspensões de contratos, licenças não remuneradas e redução de jornadas e salários. As companhias agora afirmam que a proposta feita por elas visa garantir que o a retomada do setor permaneça sustentável. Segundo o sindicato patronal, as companhias acumularam prejuízos bilionários em 2020 e 2021.
 

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