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Mesmo se reforma da Previdência passar, Governo de Minas não deve pagar salários em dia imediatamente

A informação foi dada pelo responsável pela pasta da Fazenda, Gustavo Barbosa, em entrevista exclusiva à Itatiaia

Por Edilene Lopes , 30/06/2020 às 19:35
atualizado em: 30/06/2020 às 20:22

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Foto: Daniel Protzner/ALMG
Daniel Protzner/ALMG

RESUMO

  • Segundo ele, o caixa está comprometido com o pagamento dos salários de servidores e despesas obrigatórias do estado
  • Secretário pontua a necessidade de investimento do estado na malha rodoviária
  • E afirma que o déficit em 2020 será próximo de R$ 20 bilhões no sistema Previdenciário
     

Mesmo se o projeto de reforma da Previdência dos servidores de Minas for aprovada, o governo estadual não deve começar a pagar os salários dos servidores em dia e em parcela única imediatamente. A informação foi dada pelo secretário de estado da Fazenda, Gustavo Barbosa, em entrevista à Itatiaia nesta terça-feira.

Segundo ele, o caixa do estado está comprometido com o pagamento dos salários de servidores e com algumas despesas obrigatórias. “E aí não sobram recursos. O salário do servidor está atrasado há cinco anos. A partir do momento em que você começa a liberar recursos, você começa a ter um caixa mais estabilizado. Um caixa estabilizado significa que você terá mais condições de pagar o salário em dia. Não estou falando que vai acontecer já no primeiro mês, mas certamente vai favorecer mais isso”, disse.

Barbosa afirmou que o déficit em 2020 será próximo de R$ 20 bilhões no sistema Previdenciário.

Além disso, o secretário pontuou a necessidade de investimento do estado na malha rodoviária, a maior do país. “Olha como é que estão as estradas mineiras. Você tem várias situações inadequadas e que o estado não tem capacidade de investir e a gente fica incapaz de fazer investimento porque tudo é consumido nessa situação”, declarou. 

A Assembleia Legislativa definiu que não votará projeto nesta semana, que será dedicada à negociação da reforma da Previdência. Em reunião, deputados propuseram que o governo “fatie” a proposta, para que ela seja votada por partes.

Parlamentares e sindicatos querem que a alíquota, que de acordo com a proposta do governo vai variar de 13% a 19%, seja analisada separadamente e que os outros pontos da reforma sejam discutidos no segundo semestre.

A ideia será levada ao Executivo pelo novo líder de governo na Assembleia, Raul Belém (PSC), e pelo líder do bloco governista, Gustavo Valadares (PSDB). 

Nesta quarta-feira (1), às 14h, o plenário debate a reforma e, às 15h, a discussão será na Comissão de Constituição e Justiça, mas, a princípio, sem votação.

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