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Secretaria de Saúde avalia prorrogar vacinação contra sarampo e poliomielite em MG

Imunização contra sarampo e poliomielite ficou muito abaixo do esperado no estado

Por Amanda Antunes , 23/11/2020 às 14:29
atualizado em: 23/11/2020 às 14:59

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 Marcelo Camargo/Agência Brasil

Especialista acredita que isolamento social devido a pandemia tenha prejudicado campanha

RESUMO

  • Secretaria de Saúde avalia prorrogação da vacinação contra Sarampo e poliomielite em MG
  • Imunização contra sarampo e poliomielite ficou muito abaixo do esperado no estado 


Com a baixa adesão na campanha nacional de vacinação contra o sarampo e também a pouca procura pela vacina contra a poliomielite, a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais avalia uma possível prorrogação da ação de imunização no estado.

Conforme o balanço, apenas 76,7% das crianças de 1 ano a menores de 5 foram imunizados. Já campanha contra o sarampo, que buscava imunizar pessoas de 20 a 49 anos, contou com a procura de apenas 36% do público alvo. O Ministério da Saúde afirma que o ideal seria uma cobertura de imunização de 95% em ambos os casos.

A coordenadora estadual do Programa de Imunizações, Joseane Gusmão, explica que mesmo com o fim das campanhas, quem não se vacinou deve procurar os postos de saúde. “As vacinas utilizadas para essas campanhas fazem parte da rotina do calendário nacional de vacinação e estão disponíveis de forma gratuita durante todo o ano nas unidades de saúde. Nós fazemos uma alerta para toda população que mantém o cartão de vacina atualizado para que muitas doenças não circulem. Dessa forma, vamos evitar os surtos epidêmicos”, lembra. 

A especialista acredita que esse período de isolamento social pode ter contribuído para a baixa procura por imunização. “Um dos fatores é esse momento de pandemia onde há uma recomendação de que as pessoas ficam em casa e as pessoas não têm buscado a vacinação nas unidades de saúde. No entanto, reforçamos que a vacinação é um serviço essencial que deve ser mantido e as pessoas ao se dirigir até a unidade de saúde para vacinar devem manter os cuidados de prevenção em relação ao coronavírus. 

Josiane completa: “Tem um outro fator também que contribui é que as pessoas têm uma falsa impressão de que algumas doenças não possam voltar, como é o caso da poliomielite, que é conhecida, como paralisia infantil. Como o último caso confirmado no Brasil foi 1989, muitas pessoas não conhecem a doença, acreditando que essas doenças não possam voltar”, explica.

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