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Saidinhas de banco alcançam níveis absurdos em Belo Horizonte

Rádio Itatiaia

Por Débora Ferreira, 17/05/2016 às 17:51

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Está ficando difícil ir ao banco na capital mineira, uma vez que a cidade está se tornando uma das que mais registram casos de saidinhas de banco em todo o Brasil. Somente nessa quarta-feira, foram três casos, em menos de 5 horas, e ninguém preso.

No total, foram roubados aproximadamente R$ 10 mil. Duas ocorrências foram registradas e uma quase foi abafada. A de maior repercussão foi a dos três jogadores de futebol abordados por dois homens armados nas imediações de um restaurante localizado na rua Professor Magalhães Penido. Os atletas foram ao banco do Brasil, da av Antônio Carlos para descontar cheques que receberam como pagamento de salário e depois foram almoçar. Na saída do restaurante foram rendidos. Bruno Maia que atua na base do time do América foi o que levou mais prejuízo. Dele os bandidos levaram R$ 3 mil. Otávio e Nando, que fazem parte do elenco profissional, foram lesados em quase mil reais.

O detalhe é que de acordo militares do Batalhão Rotam, do 13º e 34º batalhões, as vítimas não registraram ocorrência.  Ainda não há informações do motivo de terem tentado omitir o fato. Os dirigentes do América preferiram não comentar o ocorrido.

Um empresário foi vítima do mesmo crime. A vítima saiu do banco Santander da av. Abraão Caran, foi perseguida e abordada na Av. Portugal, bairro Santa Amélia, região da Pampulha. O bandido estava de moto e levou aproximadamente R$ 3 mil.

Na região Noroeste, um outro homem foi assaltado quando saia do banco Itaú, localizado a rua Rabelo Horta, número 85, bairro Jardim Alvorada. Os bandidos estavam em uma moto twister escura e fugiram sentido Lagoa da Pampulha. Até agora, ninguém foi preso.
 
As empresas e os bancos podem ajudar a diminuir os riscos de saidinha de banco, mas os principais responsáveis pela segurança do próprio dinheiro são os clientes. Há a necessidade também do incentivo à utilização de operações como a TED e o DOC que são transferências bancárias que evitam que a pessoa saque grandes quantias.

No caso das contas-salário, cabe ao empregado negociar as melhores tarifas desses serviços para os empregados. De acordo com Paulo César Machado, professor de economia da UNA e analista do Banco Central, os  bancos podem passar por mudança para diminuir os riscos de saidinhas de banco.

Ouça todas as informações com as repórteres Camila Dias e Edilene Lopes.

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