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Ricardo Oliveira lamenta trato do Galo e desabafa sobre saída: ‘Fui excluído de grupo de WhatsApp’

O atacante foi comunicado em maio que não fazia parte dos planos da comissão técnica

Por Redação, 25/09/2020 às 15:18
atualizado em: 25/09/2020 às 19:24

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Foto: Bruno Cantini / Atlético
Bruno Cantini / Atlético

A saída do Atlético causou mágoas no atacante Ricardo Oliveira, que foi comunicado, em maio deste ano, que não precisaria se reapresentar junto ao elenco, na retomada dos treinos, porque não estava nos planos da comissão técnica. Em entrevista ao programa Seleção Sportv, do Grupo Globo, o jogador, de 40 anos, lamentou falta de diálogo da diretoria.

“Eu fui surpreendido com a comunicação de que eu não deveria me reapresentar. Quando você não está nos planos do treinador, isso faz parte do futebol. Mas a forma com que eu fui tratado. Tem o diretor de futebol, o presidente, que poderiam ligar para mim, diretamente. Eu não recebi uma ligação do diretor de futebol, do presidente, para falar assim: Ricardo, nós não contamos com você e não queremos que você se reapresente”, disse. 

Conforme Ricardo Oliveira, o clube comunicou ao seu advogado. Ele também lamenta ter sido proibido de usar as instalações do clube para treinar. “Eu não dei motivo nenhum para ser excluído desse jeito”, diz. De acordo com o jogador, foi passada recomendação de que ele mantivesse os treinos em casa.

Sem uma definição, o jogador disse que decidiu procurar os seus direitos, acionando o Galo na Justiça. O atacante conseguiu a quebra de contrato, que iria até o fim deste ano, e está livre para acertar com outro clube. Ele alega que tem recebido convite de times da Série A e da Série B e que espera retornar aos gramados ainda neste ano. 

Exclusão

Fora dos planos, Ricardo Oliveira alegou que continuava treinando em casa, esperando uma posição do clube, quando foi surpreendido. “Eu fui excluído de grupo do WhatsApp do time. Ninguém me deu nenhum respaldo para eu fazer os treinamentos. Ninguém me ligou neste período todo”, diz.

“Como se não bastasse isso, fui excluído da folha salarial. Meus companheiros recebiam os vencimentos e eu não recebia os meus. Cortaram direito de imagem, CLT, não recebia absolutamente nada. Me senti desrespeitado porque sempre respeitei as pessoas e gosto de tratar olhando no olho. Quando eu era útil, eu me dediquei, dei o meu melhor, ajudei dentro e fora do campo. Fiz tudo que estava ao meu alcance. A única coisa que eu gostaria era de uma ligação do presidente ou do diretor de futebol”, completa.

Relação com Sampaoli

Ricardo Oliveira também relembrou o pouco tempo de relação que teve com o técnico Jorge Sampaoli. O argentino, quando comandava o Santos, chegou a solicitar a contração do atacante. 

“Quando o Sampaoli chegou, treinava normalmente com ele. Ele estava avaliando o elenco, e aí acabei sendo escolhido para jogar de titular, fiz os treinos que ele passou. O relacionamento com ele nunca foi muito próximo porque ele tem esse perfil, não é um cara que se aproxima muito do atleta que conversa bastante. Pelo menos foi assim no tempo que fiquei com ele”, disse. 

Sob o comando de Jorge Sampaoli, Ricardo Oliveira disputou apenas uma partida, vitória por 3 a 1 sobre o Villa Nova. Aquela foi a primeira partida do técnico argentino pelo Galo. Na sequência, houve a paralisação das competições por causa da pandemia de covid-19.

Pelo Atlético, Ricardo Oliveira disputou 110 jogos e marcou 37 gols.

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