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Repasse de recursos para o transporte coletivo de Belo Horizonte é questionado na Câmara Municipal

Principal depoimento desta quarta foi de Jefferson Gazolla, presidente do Sindicato dos Permissionários do Transporte Suplementar de Belo Horizonte

Por Eustáquio Ramos, 21/07/2021 às 13:25
atualizado em: 21/07/2021 às 13:50

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Foto: Karoline Barreto/CMBH
Karoline Barreto/CMBH

O repasse de recursos para o transporte coletivo em Belo Horizonte foi questionado na Câmara Municipal de Belo Horizonte na 18ª reunião da CPI da BHTrans, realizada nesta quarta-feira. O principal depoimento desta quarta foi de Jefferson Gazolla, que é presidente do Sindicato dos Permissionários do Transporte Suplementar de Belo Horizonte. 

Gazolla fez um relato sobre os enormes prejuízos dos suplementares, principalmente desde a pandemia, que começou em março do ano passado. Ele disse que em 2014, por exemplo, os suplementares transportaram 32 milhões de passageiros em Belo Horizonte; em 2019, 23 milhões; e ano passado 13 milhões de passageiros. O número de permissionários caiu do início no ano passado de 315 para 267, ou seja, muitos deixaram de operar por causa da baixa rentabilidade. 

Outra questão que foi bastante questionada durante a oitiva foi o adiantamento pela Prefeitura de Belo Horizonte de valores relativos a vale-transporte, justamente por causa da crise. Uma parcela significativa cerca de R$ 120 milhões deveria ter sido repassada aos suplementares, mas, segundo o que foi discutido na CPI, o dinheiro não chegou devidamente aos permissionários, que são pessoas físicas, não ligadas às empresas.
 
Segundo o vereador Gabriel Azevedo, boa parte desses recursos foi direcionada ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte e ao Transfácil, que é o consórcio que opera a bilhetagem eletrônica. O vereador questionou bastante essa forma de repasse. 

Jefferson Gazolla disse que além da crise causada pela pandemia, dois grandes motivos contribuíram para a crise do setor de suplementares: a implantação do Move em 2013/2014, que não incluiu o transporte suplementar no sistema, e a concorrência com os aplicativos.

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