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Pacheco se reunirá com Pazuello para discutir compra de vacinas da Janssen e Pfizer

Governo atribui impasse nas negociações à falta de flexibilidade das farmacêuticas

Por Estadão Conteúdo, 22/02/2021 às 14:25
atualizado em: 22/02/2021 às 16:50

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Foto: Isac Nobrega/PR
Isac Nobrega/PR

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que vai se reunir ainda nesta segunda-feira, 22, com o ministro da Saúde Eduardo Pazuello, para propor medidas que permitam ao governo adquirir as vacinas produzidas pelos laboratórios Pfizer e Johnson & Johnson contra a covid-19. As negociações com essas empresas chegaram a um impasse depois que a União se recusou a aceitar as cláusulas contratuais propostas.

Segundo Pacheco, a alternativa proposta pelo Senado visa aprovar um dispositivo que permita à União assumir os riscos relacionados à compra dos imunizantes, com a constituição de garantias e a contratação de seguros. Outra possibilidade, segundo ele, é permitir que os Estados também possam adquirir vacinas de forma direta.

Pacheco disse esperar que o governo tome uma decisão sobre essa proposta do Senado ainda hoje, de forma a permitir que a aquisição das vacinas dos dois laboratórios seja resolvida da forma mais rápida possível. Mais cedo, ele teve reunião com representantes das empresas, solicitada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O Ministério da Saúde se reuniu na semana passada com representantes das duas empresas e, após isso, resolveu solicitar de forma pública ao Palácio do Planalto um auxílio para a compra de novas vacinas. A pasta declarou por meio de uma nota divulgada nesse domingo, 21, que deseja comprar imunizantes das empresas, mas que as propostas apresentadas vão além de sua capacidade de prosseguir as negociações para contratação. Por isso, recorreu à Casa Civil.

Além de pedir orientação de forma aberta, o Ministério disse esperar uma resposta do Planalto entre esta segunda e sexta-feira (26) para saber como deve proceder para solucionar impasses nas negociações iniciadas em abril do ano passado com os dois laboratórios. De acordo com a Saúde, as transações estão "emperradas" por falta de flexibilidade das empresas.

O comunicado relatou também que a pasta enviou um ofício na quarta-feira passada (17) à Casa Civil descrevendo o desgaste e atribuindo o impasse às companhias. "Diante dessas dificuldades e da Janssen e Pfizer não terem nos permitido avançar na compra das vacinas, remetemos um ofício que certamente buscará orientação junto a outros órgãos federativos e nos ajudará a encontrar soluções que extrapolam os limites legais do Ministério da Saúde", trouxe o texto assinado pelo secretário executivo do Ministério, Elcio Franco.

 

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