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Prefeitura de BH não tem previsão de quando as doses da CoronaVac vão chegar à cidade

Executivo diz que processo de vacinação não cai por terra pelo atraso, mas reconhece que situação não é ideal

Por Camila Campos, 03/05/2021 às 19:30
atualizado em: 03/05/2021 às 19:44

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Foto: Fábio Marchetto/Agência Minas
Fábio Marchetto/Agência Minas

O morador de Belo Horizonte que tomou a primeira dose e aguardava para tomar a segunda da vacina CoronaVac contra a covid-19 terá mesmo que aguardar devido à falta de doses. A orientação também vale para quem está na fila para tomar o imunizante pela primeira vez.

Segundo o diretor de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de Belo Horizonte, Paulo Roberto Corrêa, o Executivo municipal não tem a mínima previsão de quando as doses da CoronaVac vão chegar ao município. “A gente ainda não tem uma previsão. Assim que estiver disponível, chamaremos a população que está aguardando a segunda dose para que o mais rápido possível consigam tomar”, diz.

“A gente orienta as pessoas que ainda estão aguardando a segunda dose que fiquem se protegendo, continuem utilizando máscaras, mantenham as medidas de distanciamento social, evitando aglomerações porque isso é muito importante para impedir a transmissão da doença entre as pessoas”, ressalta.

Sobre o risco de haver perda na eficácia da primeira dose já tomada da vacina, Corrêa diz que a recomendação é que a pessoa receba a segunda dose dentro do prazo marcado no seu cartão de vacina.

“Algumas situações isso acontece, a pessoa adoeceu, viajou, ou por algum outro motivo não pode tomar a dose. Então, assim que ela tiver oportunidade, ela toma a segunda dose, mas o recomendado é que ela tome dentro daquele prazo de 14 a 28 dias. Quando isso não acontece, ela pode tomar a segunda dose a seguir, assim que disponível, e isso garante o estado vacinal dela completo”.

De acordo com o diretor, o atrasou ocorreu porque, para algumas faixas etárias, o Ministério da Saúde, ao encaminhar as remessas da CoronaVac, orientou que os municípios poderiam utilizar todo o quantitativo para aplicar como a primeira dose, informando que, oportunamente, encaminharia a segunda dose para atendimento a esse público, o que ainda não ocorreu.

No último sábado (1), uma remessa de imunizantes enviados pelo Ministério da Saúde chegou em Minas com 30.400 de doses da Coronavac. Sobre a possibilidade de utilizar essas vacinas em quem já havia tomado a primeira dose para não perder o prazo, Corrêa diz que isso esbarra numa “questão operacional”.

“O público estimado para vacinação com segunda dose na faixa etária de 64 a 67 anos está estimado em mais ou menos 100 mil pessoas. O quantitativo de doses da CoronaVac que recebemos é muito pequeno em relação a esse total de público. Então, do ponto de vista operacional, é muito complicado colocar esse total de idosos nas 152 unidades saúde e postos de vacinação para atender esse público”, afirma.

“Além disso, a gente pode utilizar outras vacinas, no caso a AstraZeneca, para vacinação de outros grupos”, finaliza.

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