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Preço dos combustíveis terá novo reajuste em breve no Brasil, avisa Bolsonaro 

Valor dos combustíveis no Brasil é baseado no mercado internacional, na cotação do dólar.

Por Redação , 23/10/2021 às 13:57
atualizado em: 23/10/2021 às 15:27

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Foto: Alan Santos/PR
Alan Santos/PR

'Sabemos que estamos na iminência de mais um reajuste no combustível'

O preço dos combustíveis deve subir mais uma vez nos próximos dias no Brasil. A informação foi dada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partida) nessa sexta-feira (22), durante pronunciamento ao lado do ministro Paulo Guedes. O valor dos combustíveis no Brasil é baseado no mercado internacional, na cotação do dólar.

“Nós sabemos que, aumentando o preço do petróleo lá fora e o dólar aqui dentro, o reajuste em poucos dias ou semanas, tem que ser cumprido na ponta da linha pela Petrobras”.

Bolsonaro também negou também a possibilidade de o governo tabelar os preços dos combustíveis no Brasil e que não “ascendência” sobre a Petrobras. 

 “Não existe da nossa parte o congelamento de preços. Sabemos que as consequências são piores que o aumento em si. Sabemos que estamos na iminência de mais um reajuste no combustível. E quando vai para o diesel influencia diretamente na inflação”, disse.

Preços

De janeiro a setembro desse ano, os preços de revenda registraram aumentos de 28% no diesel, 32% na gasolina e 27% no GLP, segundo o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (INEEP). A perspectiva é de manutenção dessa tendência de alta devido às flutuações no preço internacional do barril de petróleo.

Prejudicados pela disparada do preço, caminhoneiros planejam nova paralisação, enquanto o presidente Jair Bolsonaro promete ajuda federal aos trabalhadores autônomos. Nesta semana, Bolsonaro anunciou o bolsa diesel, que será uma ajuda de R$ 400 para motoristas autônomos. 

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, uma das principais lideranças do movimento de caminhoneiros do país, criticou duramente a proposta e o valor do "benefício".

"Eu acho que foi uma piada que ele (Bolsonaro) fez... ou será de verdade? Isso é uma piada de mau gosto. O caminhoneiro não quer esmola, quer dignidade, quer os compromissos que foram assumidos e que até hoje não saíram do papel", disse Landim, conhecido entre os caminhoneiros como "Chorão".

Wallace Landim tem trânsito dentro do governo e esteve presente em diversas reuniões com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para tratar de medidas voltadas à categoria. O relacionamento institucional ocorreu durante um bom período e o governo, em outros momentos, conseguiu debelar movimentos de greve no setor. Agora, o tom é outro.

"Queremos algo concreto, não cortina de fumaça. A classe já deu 15 dias para o governo trazer algo concreto, mas isso não veio. Agradecemos pela piada do presidente, mas estamos num trabalho de unificação das pautas da categoria e a paralisação para o dia 1 de novembro está mantida, seguimos com a mobilização", comentou.
 

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