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População denuncia falta de médicos em postos de saúde de Vespasiano, na Grande BH

Sindicato que representa a categoria em Minas diz que problema se deve a falta de planejamento dos gestores municipais; prefeitura ainda não se posicionou

Por Redação, 12/05/2021 às 18:02
atualizado em: 12/05/2021 às 18:41

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Foto: Reprodução / Google Street View
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Posto de saúde do bairro estaria sem médicos há oito meses, segundo denúncia de um morador

Os moradores de Vespasiano, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, reclamam da falta de médicos em postos de saúde do município. O problema, que já é preocupante em tempos “normais”, toma uma proporção ainda maior com a pandemia da covid-19. 

Em áudio enviado ao programa Plantão da Cidade, apresentado pelo jornalista Eustáquio Ramos na Rádio Itatiaia, Nísio, que mora em Vespasiano e conta com o atendimento do Sistema único de Saúde (SUS), fez a denúncia de falta de profissionais da saúde.

“Fui me consultar no posto do bairro Jardim da Glória, aqui em Vespasiano. Chegando lá, os agentes me informaram que não tem médico no posto há oito meses. Falei que precisava me consultar e eles me informaram que não tinha como e que não havia previsão para a chegada de médicos no posto”, denúncia.

Sindicato que representa a categoria

O pediatra e presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), Fernando Luiz de Mendonça, conversou com o jornalista Eustáquio Ramos e alegou que o problema se deve a falta de planejamento da administração pública.

“A história é sempre a mesma. Sempre colocam nas costas dos médicos a falta de planejamento. Infelizmente, não é só Vespasiano. Outras cidades também sofrem com o mesmo problema. Algumas cidades da região metropolitana de Belo Horizonte estão, por exemplo, há 30 anos sem concurso público para essa área”, reclama.

O presidente do sindicato que representa a categoria completa: “O gestor abre um edital, coloca um salário e fala que o médico não aceitou as condições oferecidas. O problema é que ele não está contratando como determina a constituição federal, que determina a contratação por meio de um concurso público. O gestor quer que o médico seja contratado como PJ. Ou seja, o médico não vai ser contratado como funcionário da prefeitura. Ele vai ser contratado como se fosse uma empresa, prestando serviço”. 

O pediatra Fernando Luiz de Mendonça denúncia ainda que os profissionais que se submetem a esse tipo de contratação não estão recebendo o acordado. “O que tem acontecido na região metropolitana e em outras partes do Estado é que contratam os médicos e não pagam. Esses profissionais ficam a ver navios. Eles ficam no escuro e sem direito nenhum”, afirma.

Outro lado 

A reportagem da Itatiaia entrou em contato com a prefeitura de Vespasiano para pedir um posicionamento sobre o problema e aguarda um retorno. 

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