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Polícia conclui caso Henry e indicia Jairinho e Monique por homicídio qualificado

Inquérito será analisado pelo Ministério Público, que pode ou não prosseguir com a denúncia dos suspeitos

Por Redação , 03/05/2021 às 18:00
atualizado em: 03/05/2021 às 19:45

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Foto: TV Globo/Reprodução
TV Globo/Reprodução

Após concluir o inquérito que investiga a morte do menino Henry, a Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou Monique e Jairinho por homicídio duplamente qualificado, com impossibilidade de defesa da vítima, e tortura. Agora, o inquérito será analisado pelo Ministério Público, que pode ou não prosseguir com a denúncia oficial dos suspeitos.

As investigações apontam que o garoto Henry Borel, de 4 anos, morreu após ser agredido pelo padrasto, o vereador Jairinho, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A Polícia Civil do Rio afirmou que o menino sofria agressões periódicas por parte de Jairinho. Segundo policiais, mensagens registradas num celular mostram que a babá contou sobre as agressões à Monique, que teria mentido em depoimento à polícia. O casal está preso desde 8 de abril.

Uma nova versão da mãe, Monique Medeiros, acusa o parceiro de tê-la dopado durante a noite do crime. Ela relata que Henry chorava bastante, mas, por insistência dela, entrou em casa e logo quis dormir. O menino teria pedido à mãe para dormir no quarto dela, pois segundo ele, o homem não brigava quando estavam juntos. Depois, de acordo com a versão da professora, o vereador teria dado remédios a ela.

Jairinho também foi indiciado por outro caso de tortura contra a filha de uma ex-namorada.

Cassação

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aceitou na tarde desta segunda-feira, 3, a denúncia contra o vereador Jairo Souza Santos Junior, o doutor Jairinho, preso desde 8 de abril e apontado com responsável pelas agressões que causaram a morte de seu enteado Henry Borel, de 4 anos, em 8 de março, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio).

Agora será aberto um processo que deve terminar até julho e pode resultar na cassação do mandato de Jairinho. O vereador integrava o Solidariedade, que anunciou sua expulsão após a prisão do parlamentar. Nesta segunda-feira Henry completaria cinco anos.

Em reunião às 14h30, a Comissão de Justiça e Redação da Câmara, composta pelos vereadores Alexandre Isquierdo (DEM), Doutor Gilberto (PTC) e Inaldo Silva (Republicanos), aprovou por unanimidade a denúncia contra Jairinho, que havia sido apresentada na semana passada pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Agora a denúncia vai retornar ao Conselho de Ética, que nesta terça-feira, 4, deve sortear um relator para o processo, e só então ele será oficialmente aberto.

A primeira atividade do relator deve ser notificar o advogado do vereador Jairinho para que apresente defesa no prazo de dez dias. A fase de instrução do processo, em que serão colhidas provas e ouvidas testemunhas e o próprio vereador, deve se estender por 45 dias. Depois, o processo será encaminhado a votação aberta em plenário. São necessários os votos de dois terços dos 51 vereadores.

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