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Polícia Federal deflagra operação contra venda de vagas na Faculdade de Medicina da UFMG

O esquema movimentou mais de R$ 1 milhão de reais nas contas bancárias dos suspeitos, segundo a polícia

Por Redação, 14/09/2020 às 12:11
atualizado em: 14/09/2020 às 17:53

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RESUMO

  • A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (14) a Operação “Hipócrates”, que visa combater uma associação criminosa especializada na venda de vagas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
  • De acordo com a PF, há indícios de que a organização criminosa atuava também em faculdades de medicina de outros estados brasileiros.
  • O esquema movimentou mais de R$ 1 milhão de reais nas contas bancárias dos suspeitos.
     

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (14) a Operação “Hipócrates”, que visa combater uma associação criminosa especializada na venda de vagas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

De acordo com a PF, há indícios de que a organização criminosa atuava também em faculdades de medicina de outros estados brasileiros. O esquema movimentou mais de R$ 1 milhão de reais nas contas bancárias dos suspeitos.

Formas de pagamento

Os interessados nas vagas, segundo as investigações, pagavam por meio de depósitos bancários em contas vinculadas aos estelionatários e também com a transferência de bens, como carros por exemplo.

Entretanto, como as vagas negociadas não existiam, os compradores entravam em contato com a Faculdade, para saber o que teria ocorrido.

Investigação

Durante a investigação, que durou mais de um ano, a Polícia Federal identificou que os suspeitos teriam utilizado documentos falsificados, contendo o timbre e assinaturas falsificadas de servidores da Faculdade de Medicina da UFMG.

Os envolvidos também teriam feito reuniões e entregas dos documentos falsificados nas dependências da instituição de ensino, visando a dar aparente credibilidade às negociações ilícitas.

A Polícia Federal pediu o bloqueio judicial das contas dos investigados. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Contagem, na Grande BH, além de Goiânia (GO) e Rio de Janeiro (RJ).

Crimes

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato, falsificação de documento, uso de documento falso e associação criminosa, podendo cumprir até 20 anos de prisão, se condenados.

Em nota, a universidade informou que partiu da própria instituição a solicitação pela investigação ao ter conhecimento da existência de pessoas que estavam reivindicando o acesso a vagas por meio do suposto esquema.

Ainda de acordo com a nota, a UFMG atua em colaboração com as autoridades competentes e informa que nenhum dos envolvidos tem vínculos conhecidos com a universidade. 

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