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Personagem maior na história do público nos estádios, Cruzeiro diz confiar nos protocolos e pode jogar fora de BH

Clube foi o último a ter torcida antes do fechamento, e o primeiro a poder contar com a volta

Bruno Haddad/Cruzeiro
Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Torcida cruzeirense foi fundamental na vitória sobre o Confiança, na última sexta-feira, no Mineirão

Nenhum clube vive tão intensamente a questão do público no estádio neste cenário de pandemia como o Cruzeiro. Foi o último a ter torcida no Mineirão antes do fechamento, o primeiro a ter a volta autorizada, mesmo que cumprindo pena imposta pelo STJD e, para contar com a China Azul na última sexta-feira (20), no Gigante da Pampulha, diante do Confiança, desagradou praticamente todos os outros disputantes da Série B. Agora, a revogação do decreto que permitia a retomada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) é mais um capítulo nesta história.

Em nota oficial, divulgada na tarde deste domingo (22), a diretoria celeste garantiu que recebeu com respeito a decisão da PBH e que  “o clube sempre se posicionou de forma enfática e totalmente favorável às decisões dos órgãos especializados, tratando sempre como prioridades a saúde e a segurança do seu torcedor e da população em geral”.

Mas o Cruzeiro afirma que confia “na segurança dos protocolos adotados e a serem seguidos nesta volta gradativa dos torcedores aos estádios”.

Além disso, a nota evidencia a possibilidade de a Raposa buscar outras cidades para atuar com público onde a presença de público esteja liberada.

Para encerrar, o comunicado celeste garante que “o clube não medirá esforços para que os protocolos sejam aplicados, oferecendo segurança e bem-estar ao seu torcedor no acesso aos jogos, e informa que novos locais já estão sendo avaliados para que a partida diante da Ponte Preta, dia 7 de setembro, seja realizada com a presença do torcedor cruzeirense”.

Histórico

Em 11 de março do ano passado, o Cruzeiro fez o último jogo com público em Belo Horizonte, quando foi derrotado pelo CRB por 2 a 0, no Mineirão, pela terceira fase da Copa do Brasil.

Em 30 de julho deste ano, o clube começou a cumprir, diante do Londrina, a pena de três jogos com portões fechados por causa de tumultos provocados pela sua torcida ainda em 2019, ano do rebaixamento à Série B.

Depois de encarar além do Londrina, Vitória e Sampaio Corrêa, esses dois últimos no Independência, pagando a pena, o Cruzeiro poderia voltar a ter público em seus jogos na última sexta-feira, diante do Confiança, pela 20ª rodada da Série B.

Os jogos da competição ainda não contam com a presença de torcedores, mas a Raposa tem uma liminar do STJD que lhe permite jogar com a presença de público dentro das limitações impostas pela cidade que sediará o confronto.

Como em Belo Horizonte estava previsto 30% da capacidade do Mineirão, o Cruzeiro preparou a operação do jogo contra o Confiança para cerca de 18 mil pessoas, mas o público foi de pouco mais de quatro mil pagantes.

A presença da China Azul no Gigante da Pampulha provocou reações de clubes como Botafogo e Guarani-SP e da Associação Nacional de Clubes de Fubteol (ANCF), que viu vantagem para a Raposa em poder contar com público em seus jogos numa competição em que seus concorrentes jogam com portões fechados.

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