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Pastor da Igreja Universal é acusado de racismo em BH: 'passa chapinha no cabelo'

Vítima diz ter sido alvo de outras ofensas, mas só agora conseguiu provas

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Foto: Google Maps

Sede da Igreja Templo Maior, na Avenida Olegário Maciel no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte.

A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Intolerância, abre inquérito para investigar suposto caso de injúria racial praticado por um pastor da Igreja Universal. 

De acordo com a denúncia, formalizada por Ana Clara da Mota Santos nessa segunda-feira (16), o crime teria acontecido no Templo Maior, que fica na Avenida Olegário Maciel, no bairro de Lourdes, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O pastor, identificado como Lázaro Augusto, teria pedido para a vítima, que é negra, para "passar chapinha no cabelo". 

A jovem trabalha como assistente de produção em programas de TV da Igreja Universal e afirma que não é a primeira vez que isso acontece, mas diz que só agora conseguiu provas para denunciar o pastor às autoridades.

A Igreja Universal afirma que está apurando o caso. O crime de injúria racial prevê pena de um a três anos de prisão e pagamento de multa. 

Em nota, a Polícia Civil informou que não divulgará a data do depoimento do pastor. Confira:

A Policia Civil de Minas Gerais informa que instaurou inquérito policial para apuração de suposta prática de injúria racial.
A vitima compareceu na segunda-feira (16/5) na Delegacia Especializada de Investigação de Crimes de Racismo, Xenofobia , LGBTfobia e Intolerâncias Correlatas para proceder com a devida representação criminal indispensável à atuação policial.Em observância à lei de abuso de autoridade não serão divulgadas as datas de oitivas do suspeito. Outras informações serão divulgadas em momento oportuno para não prejudicar o andamento do feito.